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Questão de Direito Administrativo — Improbidade administrativa - Lei nº 8.429 de 1992 e Lei nº 14.230 de 2021 — VUNESP 2022

Direito AdministrativoImprobidade administrativa - Lei nº 8.429 de 1992 e Lei nº 14.230 de 2021
Código
vu066621
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Matão - SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Controlador Interno
Durante a fiscalização das contas públicas, o controle interno verificou que o diretor de um hospital, conveniado com a Prefeitura Municipal, e certo servidor da Câmara Municipal agiram com a intenção de favorecer determinado fornecedor de insumos hospitalares, importando em enriquecimento ilícito decorrente de vantagem patrimonial indevida.Considerando as disposições da Lei Federal nº 8.429/92, assinale a alternativa correta.
  1. AO servidor da Câmara Municipal responde por improbidade administrativa na modalidade dolosa, e o diretor do hospital não se sujeita à Lei de Improbidade Administrativa por não ser considerado servidor público, sem prejuízo, no entanto, da aplicação de outras sanções.
  2. BO servidor da Câmara Municipal responde por improbidade administrativa na modalidade dolosa, haja vista sua vinculação direta à administração pública, enquanto o diretor do hospital responde na modalidade culposa.
  3. CO servidor da Câmara Municipal e o diretor do hospital não respondem por improbidade administrativa se restar comprovado pelo controle interno que agiram culposamente, afastando a necessidade de representação ao Ministério Público competente.
  4. DO servidor da Câmara Municipal e o diretor do hospital respondem por improbidade administrativa na modalidade dolosa, bastando a voluntariedade dos agentes.
  5. EO servidor da Câmara Municipal e o diretor do hospital respondem por improbidade administrativa na modalidade dolosa, desde que comprovada a intenção de alcançar o resultado ilícito.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — O servidor da Câmara Municipal e o diretor do hospital respondem por improbidade administrativa na modalidade dolosa, desde que comprovada a intenção de alcançar o resultado ilícito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Improbidade Administrativa — Lei 8.429/1992 (com alterações da Lei 14.230/2021)

Gabarito: letra E. Após a reforma de 2021, a Lei de Improbidade Administrativa passou a exigir dolo para todos os atos de improbidade (art. 1º, § 1º), sendo o dolo definido como a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito, não bastando a mera voluntariedade (art. 1º, § 2º). Tanto o servidor da Câmara Municipal quanto o diretor do hospital conveniado enquadram-se no conceito de agente público (art. 2º), pois exercem função em entidades que recebem recursos públicos. O enunciado descreve conduta dolosa com intenção de favorecer fornecedor, configurando enriquecimento ilícito (art. 9º).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o diretor do hospital não se sujeita à LIA por não ser servidor público. O art. 2º, contudo, define agente público de forma ampla, incluindo todo aquele que exerce função nas entidades referidas no art. 1º, independentemente de vínculo estatutário. O hospital conveniado recebe recursos públicos, logo seu diretor é considerado agente público para fins da lei.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que o diretor responde na modalidade culposa. Após a Lei 14.230/2021, apenas condutas dolosas são tipificadas como improbidade (art. 1º, § 1º), inclusive para o ato de enriquecimento ilícito (art. 9º). A modalidade culposa foi eliminada para todos os tipos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que ambos não respondem se agiram culposamente. Como dito, a improbidade exige dolo. Mas o enunciado já afirma que agiram com intenção de favorecer, o que caracteriza dolo. Além disso, a existência de indícios de improbidade impõe a representação ao Ministério Público (art. 7º), independentemente de comprovação de culpa ou dolo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que basta a voluntariedade dos agentes. O art. 1º, § 2º é claro: “Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente.” A mera intenção de agir (voluntariedade) é insuficiente; é necessário o fim ilícito específico.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao exigir a comprovação da intenção de alcançar o resultado ilícito, que é a definição legal de dolo. O enunciado narra que os agentes “agiram com a intenção de favorecer determinado fornecedor”, o que se amolda perfeitamente ao art. 1º, § 2º. Ambos respondem por improbidade dolosa, por se enquadrarem como agentes públicos (art. 2º).

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa o conhecimento sobre a alteração trazida pela Lei 14.230/2021: antes bastava a voluntariedade; agora exige-se dolo específico (vontade de alcançar o resultado ilícito). A alternativa D é a armadilha clássica, que ainda usa o conceito antigo. Além disso, a alternativa A tenta excluir o diretor do hospital, esquecendo que a definição de agente público é ampla.

MNEMÔNICO
SUPER IRRES
SUSuspensão dos direitos políticosPERPerda da função públicaIIndisponibilidade dos bensRESRessarcimento ao erário
Direito Administrativo — Improbidade Administrativa

Gabarito: letra E.

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