Responsabilidade Civil do Estado
Gabarito: letra C. A alternativa C está correta porque, conforme jurisprudência do STF (Tema 671), na hipótese de posse em cargo público determinada por decisão judicial, o servidor não faz jus a indenização pelo período anterior, salvo se comprovada arbitrariedade flagrante. As demais alternativas contêm incorreções.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa A afirma que a ação por danos causados por agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica prestadora de serviço público, sendo o agente parte ilegítima. O STF, no RE 1.027.633, consolidou esse entendimento (teoria da dupla garantia). Todavia, a banca considerou a alternativa incorreta. O erro pode residir no uso da palavra "entretanto", que sugere uma ressalva inexistente, ou na imprecisão quanto à legitimidade do agente. De todo modo, a alternativa não é a correta para os fins da questão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O inadimplemento de encargos trabalhistas pelo contratado não transfere automaticamente a responsabilidade ao poder público contratante. A responsabilidade subsidiária do Estado depende da comprovação de omissão no dever de fiscalização (culpa in vigilando), conforme entendimento do STF (Tema 246). A alternativa generaliza a transferência, o que é incorreto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A jurisprudência do STF (Tema 671) estabelece que, quando a posse em cargo público é determinada por decisão judicial, o servidor não tem direito a indenização pelo tempo em que deveria ter sido investido, salvo se houver arbitrariedade flagrante na conduta da administração. Portanto, a alternativa está correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O STF, no RE 591.874, decidiu que a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva tanto para terceiros usuários quanto para não usuários do serviço. A alternativa, ao limitar a objetividade apenas a usuários, contraria a jurisprudência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A responsabilidade civil do Estado por danos decorrentes de crime praticado por foragido do sistema prisional depende da demonstração do nexo causal entre a fuga e o dano. O Estado responde objetivamente por omissão no dever de vigilância, mas é indispensável o nexo causal direto. A alternativa, ao afirmar que prescinde dessa demonstração, está incorreta.
Gabarito: letra C.