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Questão de Inglês — Ensino da Língua Estrangeira Inglesa — VUNESP 2023

InglêsEnsino da Língua Estrangeira Inglesa
Código
vu077933
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor II de Educação Básica – Inglês
No que diz respeito ao ensino-aprendizagem da língua inglesa em escolas brasileiras, a BNCC
  1. Aprioriza as habilidades listening e speaking, visto que o inglês como língua franca ou internacional manifesta-se primordialmente na oralidade.
  2. Bpropõe a seleção de uma determinada variedade do inglês, qualquer que seja, e, coerentemente, privilegiá-la ao longo dos anos escolares de uma turma.
  3. Csugere a seleção da variedade da língua inglesa de maior circulação no contexto em que o aprendiz vive, de modo a preservar sua identidade como falante.
  4. Drelativiza noções tais como correção linguística, e privilegia a inteligibilidade e a negociação de significados nas interações entre os aprendizes.
  5. Esustenta que a função da aula de língua inglesa é, essencialmente, “ensinar o uso correto da língua”, já que a gramática do inglês é universal, independentemente da situação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — relativiza noções tais como correção linguística, e privilegia a inteligibilidade e a negociação de significados nas interações entre os aprendizes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensino de inglês como língua franca e a BNCC

Gabarito: letra D. A BNCC adota a perspectiva do Inglês como Língua Franca (ELF), que relativiza a noção de correção gramatical absoluta e prioriza a inteligibilidade e a negociação de significados entre falantes não nativos. É exatamente o que o texto-base defende ao afirmar que o modelo não é o nativo, mas um falante bilíngue fluente, e que o foco deve estar em estratégias pragmáticas para a comunicação intercultural.

A questão testa a compreensão de como esses princípios se refletem nas orientações curriculares brasileiras. A resposta correta depende de entender que o ELF rompe com a visão tradicional de que o aluno deve atingir o padrão do falante nativo.

Aspecto

BNCC (Inglês como Língua Franca)

Alternativa A

Alternativa B

Alternativa C

Alternativa E

Foco principal

Inteligibilidade e negociação de significados

Prioriza listening e speaking

Seleciona uma única variedade do inglês

Seleciona variedade de maior circulação local

Ensino do uso correto da língua (gramática universal)

Tratamento da correção linguística

Relativizada; ênfase em estratégias pragmáticas

Não abordada diretamente

Privilegia uma variedade como padrão

Preserva identidade do falante, mas elege modelo local

Absoluta; gramática universal independente do contexto

Modelo de falante

Falante bilíngue fluente (não nativo)

Falante nativo (implícito na oralidade)

Falante de uma variedade fixa

Falante da variedade local de maior circulação

Falante que domina a gramática correta

Abordagem das habilidades

Integradas (oralidade, leitura, escrita)

Reduzida à oralidade

Não especificada

Não especificada

Foco na gramática, não nas habilidades

Relação com a diversidade linguística

Reconhece e incentiva contato com diferentes falares

Ignora a diversidade

Fixa-se em uma variedade, contradiz a fluidez

Elegge uma variedade local, limitando a diversidade

Ignora a diversidade (gramática universal)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A BNCC não prioriza exclusivamente as habilidades listening e speaking; ela trabalha todas as habilidades de forma integrada. Além disso, o texto mostra que o ELF não se manifesta primordialmente na oralidade — a leitura e a escrita também são centrais para a comunicação intercultural. A redução ao oral é um equívoco.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A BNCC não propõe a seleção de uma única variedade do inglês para ser privilegiada ao longo dos anos. Pelo contrário, o ELF reconhece a diversidade de falares e incentiva o contato com diferentes formas de uso da língua. Fixar-se em uma variedade contradiz a fluidez e a negociação características da língua franca.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora a ideia de considerar o contexto do aprendiz seja positiva, a BNCC não sugere selecionar a variedade de maior circulação no contexto para preservar a identidade. No ELF, o falante mantém sua identidade (inclusive sotaque), mas não se elege uma variedade como modelo. A negociação é bilateral, não imposição de uma variedade local.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto afirma que o ELF "focuses also on pragmatic strategies required in intercultural communication" e que o modelo é "a fluent bilingual speaker, who retains a national identity in terms of accent, and who also has the special skills required to negotiate understanding with another non-native speaker". A BNCC incorpora essa visão: relativiza a correção linguística (não se cobra o padrão nativo) e privilegia a inteligibilidade e a negociação de significados. O aluno deve ser capaz de se fazer entender e de negociar sentido, não de imitar um falante nativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A frase "ensinar o uso correto da língua" com base em uma gramática universal é o oposto do que defende o ELF. O texto mostra que a pronúncia de certos traços (como o 'th') é considerada "a waste of time" e que o foco são os problemas que realmente afetam a compreensão. A gramática não é universal nem fixa; ela é negociada no contexto de uso. Portanto, a alternativa contraria frontalmente o texto e a BNCC.

Gabarito: letra D — a única que reflete os princípios do ELF adotados pela BNCC.

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