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Questão de Direito Administrativo — Agentes públicos e Lei 8.112 de 1990 — VUNESP 2024

Direito AdministrativoAgentes públicos e Lei 8.112 de 1990
Código
vu087528
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Juiz Substituto
Funcionária pública que tomou posse em 1o de julho e iniciou o exercício em 30 de agosto pediu sua transferência para outro setor em 10 de agosto do mesmo ano. Havia decreto que regulamentava que a transferência de funcionários se daria após 2 (dois) anos de exercício no cargo. Alega-se que, a partir da data da posse, a funcionária poderia pedir a transferência, uma vez que estava investida no cargo público, o que era suficiente para esse pedido. Essa afirmativa é
  1. Aequivocada, porque a investidura não se confunde com o efetivo exercício e a regulamentação é expressa em exigir o cumprimento do interstício temporal de exercício no cargo para pedir a transferência.
  2. Bcorreta, porque a partir da data da posse a pessoa já é funcionária e está investida no cargo, tendo direito legal à transferência.
  3. Ccerta, porque o regulamento não pode limitar o direito do funcionário e ela já havia tomado posse no cargo.
  4. Derrada, porque a simples posse não equivale ao início do exercício no cargo, porém ela podia pedir a transferência antes do interstício temporal, porque somente a lei poderia regulamentar essa questão.
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GabaritoA — equivocada, porque a investidura não se confunde com o efetivo exercício e a regulamentação é expressa em exigir o cumprimento do interstício temporal de exercício no cargo para pedir a transferência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Posse e exercício no serviço público

Gabarito: letra A. A afirmativa é equivocada porque a investidura no cargo (posse) não se confunde com o efetivo exercício das atribuições, e o decreto exige expressamente o interstício de 2 anos de exercício no cargo para a transferência, condição não cumprida pela funcionária.

A distinção entre posse e exercício é fundamental no direito administrativo. A posse é o ato de investidura no cargo público, que ocorre com a assinatura do termo (Lei 8.112/1990, art. 7). Já o exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo (Lei 8.112/1990, art. 15). O prazo para entrar em exercício após a posse é de até 15 dias (na redação atual da Lei 8.112/1990, art. 15, §1º). No caso, a funcionária tomou posse em 1º de julho e iniciou o exercício apenas em 30 de agosto, mas pediu transferência em 10 de agosto, antes mesmo de iniciar o exercício. O decreto que regulamenta a transferência exige o cumprimento de 2 anos de exercício, o que não foi atendido.

Aspecto

Posse

Exercício

Consequência para a transferência

Conceito

Ato de investidura no cargo público (assinatura do termo)

Efetivo desempenho das atribuições do cargo

A transferência exige exercício, não apenas posse

Data no caso

1º de julho

30 de agosto (iniciado após o pedido)

Pedido em 10 de agosto: antes do exercício

Prazo regulamentar

Não há prazo específico para posse

2 anos de exercício no cargo (exigido pelo decreto)

Requisito não cumprido

Efeito jurídico

Confere qualidade de servidor

Permite cumprimento de interstícios e requisitos funcionais

Pedido inválido por falta de tempo de exercício

Posse vs. Exercício
  • 1Posse (investidura)
    • Assina termo (art. 7)
    • Vira servidor
    • Não inicia atribuições
  • 2Exercício (efetivo desempenho)
    • Prazo: 15 dias após posse (art. 15, §1º)
    • Conta interstícios
    • Requisito para transferência
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reconhece que a posse não se confunde com o efetivo exercício e que a regulamentação exige o cumprimento do interstício temporal de exercício. De fato, a funcionária ainda não havia iniciado o exercício quando pediu a transferência, logo não poderia preencher o requisito de 2 anos de exercício.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a partir da posse a pessoa já é funcionária e tem direito legal à transferência. Embora a posse confira a qualidade de servidor, a transferência depende de requisitos específicos, como o interstício de exercício, que não foi cumprido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o regulamento não pode limitar o direito do funcionário e que ela já havia tomado posse. O regulamento (decreto) pode estabelecer condições razoáveis para a transferência, e a posse isoladamente não é suficiente para atender à exigência de tempo de exercício.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Reconhece que posse não equivale a exercício, mas afirma que ela poderia pedir transferência antes do interstício porque somente a lei poderia regulamentar a questão. Contudo, o decreto é válido e a exigência de interstício é legítima; além disso, a funcionária não havia sequer iniciado o exercício.

NÃO CAIA NESSA!

A banca confunde posse (investidura) com exercício (efetivo desempenho). O candidato pode pensar que, uma vez empossado, já pode gozar de todos os direitos, mas o interstício para transferência conta a partir do início do exercício. Lembre-se: posse é o ato de investidura; exercício é a efetiva prestação do serviço.

Gabarito: letra A.

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