Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2019

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu134574
Banca
VUNESP
Órgão
DAEM
Ano
2019
Cargo
Mec II ( )

Torneira seca

 

Um de cada três domicílios do país não tem acesso à rede de esgoto, informou o IBGE. Um de cada dez não tem fornecimento de água garantido todo dia, mesmo quando as torneiras estão conectadas ao sistema de abastecimento.

 

Os novos dados do instituto revelam que a situação piorou em dez estados nos últimos anos. Eles mostram que os investimentos têm sido insuficientes não só para ampliar o acesso dos brasileiros ao saneamento básico, mas também para manter em bom estado a rede implantada.

 

É evidente que o poder público perdeu a capacidade de lidar com o problema sozinho há muito tempo – e que não haverá solução sem mecanismos inteligentes para atrair a participação da iniciativa privada, atualmente responsável por fatia pequena dos serviços.

 

No ano passado, ao editar medida provisória (MP) com novas regras para o setor, o governo abriu caminho para que se fizesse isso.

 

A MP logo perderá a validade se não for aprovada pelos parlamentares. Mas, no exíguo tempo que resta, poucos se empenham na articulação dos interesses em jogo, e o governo já indicou estar prestes a jogar a toalha.

 

Na Câmara dos Deputados, sugeriu-se como alternativa a apresentação de um projeto de lei nos moldes da proposta enviada originalmente ao Congresso. Mas os sinais de que os participantes da discussão perderam o sentido de urgência são preocupantes.

 

A medida provisória busca desfazer alguns dos principais nós do setor ao concentrar na Agência Nacional de Águas a definição de normas e diretrizes, evitando a desorganização causada hoje pela atuação de prefeituras e agências locais.

 

Além disso, o novo modelo obrigaria os municípios a abrir licitação sempre que vencerem seus contratos com as empresas estaduais que hoje atendem à maior parte da população, assim estimulando a entrada do capital privado.

 

Governadores que se opõem à iniciativa dizem temer que os investidores só se interessem em prestar serviços em regiões ricas, deixando o resto para as concessionárias públicas.

 

Com a iminente expiração da MP, caberá ao governo e ao Congresso encontrar a melhor forma de promover as mudanças necessárias para destravar o saneamento, com a presteza que as intoleráveis carências do país requerem.

 

(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.02.2019. Adaptado)

 

As informações do texto deixam evidente que

  1. Aa perda da validade da medida provisória terá como consequência mais demora para o saneamento básico no país.
  2. Ba forma como os participantes da discussão sobre a medida provisória atuam traz esperanças para o setor de saneamento básico.
  3. Ca atuação das prefeituras e agências locais no saneamento básico impede que haja desorganização quanto a normas e diretrizes nesse setor.
  4. Da entrada de capital estrangeiro não é bem vista pelo governo, que se mostra capaz de lidar sozinho com a questão do saneamento básico.
  5. Ea medida provisória foi deixada de lado porque as concessionárias públicas e os investidores têm pouco interesse em prestar serviços em regiões ricas do país.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a perda da validade da medida provisória terá como consequência mais demora para o saneamento básico no país.

Link permanente: /questoes/vu134574