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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2021

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu161017
Banca
VUNESP
Órgão
FICSAE
Ano
2021
Cargo
Vest ( )

Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade, visões de causas e sinais que já existem. Assim, as indicações do porvir seriam realizadas no momento presente. Mas o que esse presente tem nos revelado diante de tantas transformações produzidas pela revolução tecnocientífica? Quando Paul Valéry declarou “o futuro não é mais o que era”, ele afirmava a dificuldade de reconstruir o passado, construir o futuro e estava intrigado com o tempo presente. Em um mundo acelerado, com tempo escasso para reflexões, o presente é substituído pelo imediato, pelo provisório, pelo fim das grandes narrativas e da ideia de estilo nas artes. Assim, inspirado na célebre frase de Paul Valéry, Adauto Novaes conclui que não se pode pensar o futuro da mesma maneira como ele era imaginado até há pouco.

 

De que maneira a ideia de futuro é traduzida hoje no mundo dominado pela técnica? O que se conserva ainda hoje nos fatos e nas ideias propostas no passado? Qual imagem temos do futuro? Essas e outras questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações. A convite de Adauto Novaes, vinte e dois ensaístas discorrem sobre o futuro, o tempo, a política, tendo como base as perspectivas histórica, social e cultural: a ideia de futuro como uma construção imaginária que limita as potencialidades do presente; a novidade que rapidamente se transforma em rotina; reflexões filosóficas e científicas sobre o tempo; a intersecção entre passado e acontecimento; a responsabilidade dos atos de hoje sobre as catástrofes futuras; as mudanças profundas que vivemos cotidianamente.

 

O futuro, então, já não existe como abertura e promessa. Ele é incessantemente reinventado pelo presente. Assim, observando nosso presente e analisando as consequências sociais da recusa em entender/resgatar o passado, esta obra pretende, ainda, chamar a atenção para a crença na ciência “infalível” que preside a era da técnica.

 

(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)

Leia o texto da orelha do livro Mutações: o futuro não é mais o que era para responder à questão.

   

De acordo com o primeiro parágrafo,

  1. ASanto Agostinho acredita que o futuro, por ser imprevisível, escapa à compreensão humana.
  2. BPaul Valéry acredita que as mudanças do presente acabam por perturbar a noção de futuro.
  3. CAdauto Novaes acredita que, para se pensar o presente, é necessário resgatar as antigas noções de futuro.
  4. DPaul Valéry acredita que as transformações incessantes do presente impedem a noção de um tempo futuro.
  5. EAdauto Novaes acredita que a noção de futuro precisa ser definitivamente abandonada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Paul Valéry acredita que as mudanças do presente acabam por perturbar a noção de futuro.

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