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Questão de Português — Figuras de Linguagem — VUNESP 2026

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
vu166795
Banca
VUNESP
Órgão
FICSAE
Ano
2026
Cargo
Vest ( )

Para responder a questão, considere a tirinha de Will Leite, publicada no perfil @will.tirando em 16.02.2026.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

(www.instagram.com. Adaptado.)

O efeito de humor da tirinha decorre, sobretudo,
  1. Ada ambiguidade da palavra “corrigem”, no segundo quadrinho.
  2. Bdo exagero configurado pela expressão “nem todo mundo”, no quarto quadrinho.
  3. Cda tensão estabelecida entre as palavras “defensiva” e “atacadas” nos dois primeiros quadrinhos.
  4. Dde a sequência de falas funcionar como exemplo do fenômeno descrito no segundo quadrinho.
  5. Ede a fala do segundo quadrinho contradizer a fala do primeiro quadrinho.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — de a sequência de falas funcionar como exemplo do fenômeno descrito no segundo quadrinho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O humor da tirinha: a metalinguagem como efeito

Gabarito: letra D. O efeito de humor decorre de a sequência de falas funcionar como exemplo do fenômeno descrito no segundo quadrinho — ou seja, a tirinha ilustra na prática aquilo que a personagem afirma teoricamente. A graça está na autorreferência: o texto faz exatamente o que diz que as pessoas fazem. Como se lê no segundo quadrinho, a personagem afirma que as pessoas "corrigem" os outros, e as falas seguintes materializam essa correção, criando um ciclo cômico.

O comando: o que a banca pede

A questão pergunta "O efeito de humor da tirinha decorre, sobretudo," — ou seja, quer que você identifique o recurso predominante que gera a comicidade. Não se trata de uma pergunta de compreensão literal (o que o texto diz), mas de interpretação do efeito produzido pela construção. É preciso analisar a relação entre as falas e perceber que o humor não está em uma palavra isolada, nem em uma oposição simples, mas na estrutura autorreferente do texto.

O texto: a tese e o movimento

A tirinha de Will Leite apresenta uma personagem que, no segundo quadrinho, faz uma afirmação genérica: as pessoas "corrigem" os outros (provavelmente no sentido de apontar erros). Nos quadrinhos seguintes, a própria personagem comete exatamente o erro que acabou de criticar — ou seja, ela corrige alguém, caindo na mesma atitude que condenou. Esse movimento é o núcleo do humor: a fala do segundo quadrinho descreve um comportamento, e as falas seguintes exemplificam esse comportamento. A tirinha, portanto, é metalinguística: ela fala sobre si mesma, mostrando na prática aquilo que enuncia em teoria.

A técnica: metalinguagem e humor

A metalinguagem é a função da linguagem que se volta para o próprio código — quando o texto fala do texto, ou quando a fala comenta a própria fala. Na tirinha, o segundo quadrinho enuncia uma regra geral ("as pessoas corrigem os outros"), e os quadrinhos seguintes encenam essa regra. O humor surge exatamente dessa autorreferência: a personagem critica um comportamento e, no ato seguinte, reproduz esse comportamento. É como se o texto dissesse: "veja, eu estou fazendo exatamente o que acabei de dizer que as pessoas fazem". Esse é o mecanismo clássico do humor metalinguístico — a quebra de expectativa gerada pela coincidência entre o dito e o feito.

Análise das alternativas

  1. 1Personagem enuncia regra geral
  2. 2Regra: pessoas corrigem os outros
  3. 3Personagem comete o mesmo erro
  4. 4Falas seguintes exemplificam a regra
  5. 5Humor: coincidência entre dito e feito
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o humor decorre da ambiguidade da palavra "corrigem". No entanto, no contexto da tirinha, "corrigem" tem sentido claro e unívoco: apontar/consertar um erro. Não há dupla interpretação possível que gere o efeito cômico. O humor não está na polissemia da palavra, mas na estrutura da sequência de falas. A banca tenta confundir com o conceito de ambiguidade (quando uma palavra permite duas leituras), mas aqui não há essa duplicidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa aponta o exagero da expressão "nem todo mundo" como fonte do humor. Contudo, "nem todo mundo" é uma atenuação, não um exagero — ela restringe o alcance da afirmação, em vez de ampliá-lo. Não há hipérbole (exagero intencional) nessa expressão. O humor não está na intensificação, mas na contradição prática entre o que se diz e o que se faz. A banca tenta atrair para a figura da hipérbole, mas o texto não a utiliza.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa menciona a tensão entre "defensiva" e "atacadas". Embora essas palavras possam sugerir uma oposição (defensiva × atacadas), essa oposição não é o núcleo do humor. A tirinha não explora uma antítese entre defesa e ataque; ela explora a autorreferência — o fato de a personagem fazer o que critica. A tensão entre os termos é periférica e não sustenta o efeito cômico principal. A banca tenta confundir com a figura da antítese, mas o texto não a utiliza como recurso central.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D é a única que captura o mecanismo central do humor: a sequência de falas funciona como exemplo do fenômeno descrito no segundo quadrinho. A personagem afirma que as pessoas "corrigem" os outros e, em seguida, corrige alguém — materializando a afirmação. Esse é o efeito metalinguístico: o texto demonstra aquilo que enuncia. A graça está na coincidência entre a teoria (o que se diz) e a prática (o que se faz). Como se lê no segundo quadrinho, a personagem descreve o comportamento de "corrigir", e as falas seguintes encenam exatamente esse comportamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a fala do segundo quadrinho contradiz a fala do primeiro. No entanto, não há contradição entre as falas — há continuidade e exemplificação. A fala do segundo quadrinho complementa a do primeiro, e as falas seguintes ilustram o que foi dito. A relação entre as falas é de coerência, não de oposição. A banca tenta confundir com a ideia de contradição, mas o texto não apresenta uma quebra lógica entre as falas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece alternativas que citam figuras de linguagem (ambiguidade, hipérbole, antítese) para atrair quem decora nomes, mas o humor da tirinha não está em uma figura isolada — está na estrutura metalinguística do texto. A pegadinha é trocar o recurso central por um periférico.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de humor em tirinhas, pergunte-se: "o que o texto faz que gera a graça?" — não "qual palavra é bonita?". O humor quase sempre está na relação entre as partes, não em um termo isolado.

Conclusão: o humor da tirinha decorre de a sequência de falas exemplificar o fenômeno descrito no segundo quadrinho — a personagem faz exatamente o que critica. As demais alternativas apontam recursos periféricos ou inexistentes. Gabarito: letra D.

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