Questão de Português — Figuras de Linguagem — VUNESP 2026
Português›Figuras de Linguagem
Código
vu166805
Banca
VUNESP
Órgão
CEFSA
Ano
2026
Cargo
CA ( )
(André Dahmer. Malvados. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CChVVXsj02r/. Acesso em 22.04.2026)
O efeito de humor da tira decorre principalmente
Ada explicação científica sobre o funcionamento do avião, que demonstra a superação da gravidade.
Bda contraposição entre leis sociais e naturais, mostrando que ambas funcionam da mesma maneira.
Cdo exagero ao reforçar o estereótipo de que o brasileiro burla qualquer regra, inclusive leis naturais.
Dda correção da primeira frase, já que a Lei da Gravidade invalida a ideia de que todas as leis podem ser burladas.
Eda mudança de assunto brusca, que quebra a continuidade temática do diálogo entre as personagens.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — do exagero ao reforçar o estereótipo de que o brasileiro burla qualquer regra, inclusive leis naturais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Figuras de linguagem e humor na tira
Gabarito: letra C. O efeito de humor decorre do exagero (hipérbole) ao levar o estereótipo do "jeitinho brasileiro" ao extremo: a personagem afirma que o brasileiro burla qualquer regra, inclusive a Lei da Gravidade — uma lei natural, que não pode ser desrespeitada. A graça está exatamente nessa extrapolação absurda, que transforma um traço cultural (burlar leis sociais) em algo que desafia a própria física.
O comando da questão
A banca pergunta qual é a causa principal do humor. Isso é uma questão de interpretação de efeito de sentido: não basta localizar uma informação literal; é preciso identificar o recurso expressivo que gera a comicidade. Em tiras, o humor quase sempre nasce de uma quebra de expectativa, de um exagero ou de uma ironia — e aqui o exagero é a chave.
O texto e o movimento do humor
A tira apresenta um diálogo em que se discute a ideia de que "toda lei pode ser burlada". O primeiro personagem enuncia essa tese (provavelmente sobre leis sociais, como as de trânsito ou tributárias). O segundo personagem, então, leva a afirmação ao pé da letra e ao extremo, citando a Lei da Gravidade — uma lei da natureza, que não depende da vontade humana. O humor surge dessa aplicação literal e exagerada de uma regra que só faz sentido no âmbito social.
A técnica: hipérbole e o estereótipo
A figura de linguagem central é a hipérbole (exagero intencional). O texto não diz apenas que o brasileiro burla leis; diz que burla qualquer regra, inclusive as naturais. Esse "inclusive" é o gatilho do humor: ele amplia o alcance da afirmação até um ponto absurdo, criando uma quebra de expectativa — o leitor espera um exemplo de lei social e recebe a Lei da Gravidade. A hipérbole, aqui, reforça o estereótipo do brasileiro que "dá um jeitinho" em tudo, levando-o ao ridículo.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de humor em tiras, pergunte-se: "qual é a quebra?" O humor nasce quando a expectativa é frustrada — e a frustração, aqui, vem do exagero.
Análise das alternativas
Humor na tira: Recurso central (Hipérbole (exagero), Leva ao pé da letra); Efeito (Quebra de expectativa, Reforça estereótipo do "jeitinho"); Alvo do exagero (Lei social → burlável, Lei natural (gravidade) → inburlável)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o humor decorre da explicação científica sobre o funcionamento do avião, que demonstraria a superação da gravidade. O texto não explica nada cientificamente; a menção à gravidade é apenas um exemplo absurdo dentro da argumentação. A alternativa extrapola: inventa uma explicação que não está na tira. O humor não está em explicar como o avião voa, mas em usar a gravidade como alvo da burla.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa fala em contraposição entre leis sociais e naturais, mostrando que ambas funcionam da mesma maneira. O texto não diz que funcionam da mesma forma; pelo contrário, a graça está em tratá-las como se fossem iguais, quando não são. A alternativa contradiz o texto: a tira aproxima as leis para gerar humor, mas não afirma que são equivalentes. Há uma oposição implícita (social × natural), mas a alternativa inverte o efeito: não é a semelhança que gera humor, é a diferença absurda que é ignorada.
Alternativa C — ✅ Correta
A alternativa está correta porque identifica o exagero como recurso central. O texto diz que o brasileiro burla qualquer regra, e o personagem leva isso ao extremo ao citar a Lei da Gravidade. A hipérbole reforça o estereótipo do "jeitinho" — e é esse exagero que gera o humor. A passagem que sustenta: a fala que menciona a Lei da Gravidade como algo que poderia ser burlado. A alternativa parafraseia o efeito: o humor decorre do exagero ao aplicar uma característica cultural a um domínio onde ela não se aplica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o humor decorre da correção da primeira frase, já que a Lei da Gravidade invalidaria a ideia de que todas as leis podem ser burladas. O texto não corrige ninguém; a personagem aceita a premissa e a leva ao absurdo. A alternativa contradiz o texto: não há correção, há exagero. Além disso, a alternativa acrescenta uma opinião (a de que a gravidade invalida a tese) que não está na tira — o humor não está em corrigir, mas em levar ao pé da letra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa fala em mudança de assunto brusca, que quebraria a continuidade temática. O texto não muda de assunto: a discussão sobre burlar leis continua, apenas é levada ao extremo. A alternativa tangencia o tema: há uma quebra de expectativa, mas não de continuidade temática. O humor não está na mudança, mas no exagero dentro do mesmo assunto.
Conclusão
A questão cobra a identificação do recurso expressivo que gera o humor. A alternativa C é a única que nomeia o exagero (hipérbole) e o amarra ao estereótipo, que é o que a tira faz. As demais ou extrapolam (A), contradizem (B, D) ou tangenciam (E) o efeito central.