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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2026

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
vu166806
Banca
VUNESP
Órgão
CEFSA
Ano
2026
Cargo
CA ( )

Imagem associada para resolução da questão

 

(André Dahmer. Malvados. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CChVVXsj02r/. Acesso em 22.04.2026)

Assinale a alternativa que reescreve corretamente a frase do 1º quadro.
  1. ANão existe leis que não sejam burladas pelo brasileiro.
  2. BNão existem leis que não seja burlado pelo brasileiro.
  3. CNão têm leis que não seja burlada pelo brasileiro.
  4. DNão há leis que não sejam burladas pelo brasileiro.
  5. ENão tem leis que não seja burladas pelo brasileiro.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Não há leis que não sejam burladas pelo brasileiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com correção gramatical: concordância verbal e nominal

Gabarito: letra D. A única reescrita gramaticalmente correta e fiel ao sentido original é "Não há leis que não sejam burladas pelo brasileiro". O verbo haver no sentido de "existir" é impessoal (fica no singular), e o verbo da oração adjetiva (sejam) deve concordar com o antecedente "leis" (3ª pessoa do plural), assim como o particípio "burladas" (feminino plural). As demais alternativas erram na concordância verbal (usam "existem" com sujeito inexistente, "têm/tem" com sentido existencial) ou na concordância nominal do particípio.

O comando: reescrever corretamente

A questão pede uma reescritura da frase do 1º quadro. Isso significa que a alternativa deve:

  • Preservar o sentido original (a ideia de que não existem leis que não sejam burladas);

  • Respeitar a norma culta em todos os aspectos: concordância verbal, concordância nominal, regência e uso dos tempos/modos verbais.

Aqui, o foco é a concordância, tanto verbal quanto nominal. A banca testa se você sabe:

  1. Que o verbo haver com sentido de "existir" é impessoal — não tem sujeito, fica sempre na 3ª pessoa do singular;

  2. Que o verbo ter não pode ser usado com sentido existencial na norma culta (isso é coloquialismo);

  3. Que o verbo da oração adjetiva (que não sejam burladas) deve concordar com o antecedente "leis" (plural);

  4. Que o particípio "burladas" concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere.

A técnica que decide

A frase original do 1º quadro é: "Não há leis que não sejam burladas pelo brasileiro" (ou algo equivalente, como "não existe lei que não seja burlada"). A reescrita correta deve manter:

  • Verbo "haver" impessoal: no sentido de "existir", "haver" não tem sujeito, então fica sempre no singular: "há".

  • Oração adjetiva: "que não sejam burladas" — o verbo "ser" concorda com o antecedente "leis" (3ª pessoa do plural), e o particípio "burladas" concorda em gênero (feminino) e número (plural) com "leis".

A alternativa D cumpre todos esses requisitos. As demais falham em pelo menos um ponto.

Análise das alternativas

Verbo "haver" (existir)
  • 1Impessoal
    • Sem sujeito
    • Sempre 3ª pessoa do singular
  • 2Ex.: "Não há leis..."
  • 3Verbo "existir"
    • Pessoal
      • Concorda com o sujeito
      • Ex.: "Não existem leis..."
  • 4Verbo "ter" (existencial)
    • Coloquial
    • Não aceito na norma culta
  • 5Oração adjetiva
    • Verbo concorda com o antecedente
      • Ex.: "leis que não sejam..."
    • Particípio concorda em gênero e número
      • Ex.: "burladas" (feminino plural)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: concordância verbal com "existir" usado como impessoal.

A frase "Não existe leis que não sejam burladas pelo brasileiro" está errada porque o verbo existir é pessoal — tem sujeito. O sujeito é "leis" (plural), então o verbo deve concordar: "Não existem leis". O uso de "existe" no singular só seria correto se o sujeito fosse singular ("Não existe lei..."). Aqui, a banca testa a confusão entre "haver" (impessoal) e "existir" (pessoal).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: concordância nominal do particípio.

"Não existem leis que não seja burlado pelo brasileiro" — o verbo "existir" está corretamente no plural ("existem"), mas o verbo da oração adjetiva "seja" está no singular, quando deveria concordar com "leis" (plural): "sejam". Além disso, o particípio "burlado" está no masculino singular, mas deveria ser "burladas" (feminino plural) para concordar com "leis". A alternativa erra tanto na concordância verbal da oração adjetiva quanto na concordância nominal do particípio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: uso de "ter" com sentido existencial (coloquialismo).

"Não têm leis que não seja burlada pelo brasileiro" — o verbo ter não é usado na norma culta com sentido de "existir". Esse uso é coloquial (comum na fala, mas não aceito em textos formais). Além disso, o verbo "seja" está no singular (deveria ser "sejam") e o particípio "burlada" está no singular (deveria ser "burladas"). A alternativa acumula três erros: uso de "ter" existencial, concordância verbal da oração adjetiva e concordância nominal.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta em todos os aspectos.

"Não há leis que não sejam burladas pelo brasileiro" — o verbo haver está no singular (impessoal), o verbo ser da oração adjetiva está no plural (sejam) concordando com "leis", e o particípio burladas está no feminino plural concordando com "leis". A frase preserva o sentido original e respeita a norma culta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: uso de "ter" com sentido existencial e concordância verbal/nominal.

"Não tem leis que não seja burladas pelo brasileiro" — o verbo ter está no singular (coloquialismo, como na C), o verbo "seja" está no singular (deveria ser "sejam"), e o particípio "burladas" está no plural, mas o verbo "seja" não concorda. A alternativa mistura erros de concordância verbal e nominal, além do uso inadequado de "ter".

Conclusão

A alternativa D é a única que atende a todos os requisitos: verbo "haver" impessoal, concordância verbal da oração adjetiva com o antecedente e concordância nominal do particípio. As demais erram por usar "existir" como impessoal (A), por errar a concordância do verbo da oração adjetiva e do particípio (B), por usar "ter" com sentido existencial (C e E) ou por combinar esses erros.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, verifique sempre: 1) o verbo principal (é impessoal? concorda com o sujeito?); 2) a concordância do verbo da oração subordinada com seu antecedente; 3) a concordância do particípio com o substantivo. Teste cada alternativa substituindo o verbo por "existir" para ver se a concordância se mantém.

Gabarito: letra D

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