Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu166813
Banca
VUNESP
Órgão
CEFSA
Ano
2026
Cargo
CA ( )

“Brain rot” (ou “deterioração cerebral”, em português) é o nome dado ao processo de danificação do estado mental ou intelectual de uma pessoa, em razão do consumo excessivo de conteúdo trivial e pouco desafiador, nos dias atuais muito associado ao uso excessivo das telas. A condição ganhou destaque nos últimos anos com a consolidação das redes sociais como parte do cotidiano da população.

 

Percebido, sobretudo, entre os indivíduos mais jovens, que cresceram com acesso aos recursos digitais, o problema pode estar associado a sintomas de empobrecimento das funções cognitivas, como dificuldade de concentração, fadiga mental e desatenção. Assim, traz prejuízos à saúde física, além dos empecilhos socioemocionais.

 

A velocidade acelerada que os aplicativos promovem no mundo digital gera nas pessoas mais inquietude, impaciência e irritabilidade. Com isso, elas deixam de tolerar os momentos de tédio e têm dificuldade para lidar com frustrações. Por meio de imagens impactantes e sons estimulantes, as redes sociais são uma grande armadilha para o sistema de recompensa cerebral. Não à toa, as pessoas podem passar horas navegando por essas plataformas, que desencadeiam no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

 

Essas “gratificações” imediatas reconfiguram a nossa rede neural, de modo que ela se torna menos tolerante a processos que demandam mais tempo e esforço. Dessa forma, mais do que dependente da internet, o indivíduo ainda pode ficar isolado, apático, incapaz de raciocinar criticamente ou mesmo tomar decisões por si próprio.

 

Sinais de alerta para o brain rot incluem a redução de atividades prazerosas no mundo offline, a baixa capacidade de socialização, a dificuldade de sono e a indisposição ao acordar.

 

(Disponível em: https://www.einstein.br/n/vida-saudavel/3-pontos-para-entender-o-que-e-brain-rot-e-como-evita-lo. Acesso em 22.04.2026. Adaptado)

De acordo com o texto, o termo “brain rot” refere-se principalmente
  1. Aao funcionamento do sistema de recompensa cerebral diante de estímulos prazerosos.
  2. Bao hábito de utilizar dispositivos digitais por longos períodos ao longo do dia.
  3. Cao declínio cognitivo associado ao consumo excessivo de conteúdo digital superficial.
  4. Dà sensação de prazer provocada pelo uso contínuo das redes sociais.
  5. Eao aumento da velocidade de circulação de informações no ambiente digital.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — ao declínio cognitivo associado ao consumo excessivo de conteúdo digital superficial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão de texto: a definição de “brain rot”

Gabarito: letra C. O termo “brain rot” é definido no primeiro parágrafo como o processo de “danificação do estado mental ou intelectual” causado pelo “consumo excessivo de conteúdo trivial e pouco desafiador” — exatamente o que a alternativa C parafraseia como “declínio cognitivo associado ao consumo excessivo de conteúdo digital superficial”. As demais alternativas citam elementos que aparecem no texto (dopamina, telas, prazer, velocidade), mas não correspondem à definição central do termo.

O comando pede compreensão (“De acordo com o texto”), ou seja, você deve localizar uma informação explícita e reconhecê-la em uma paráfrase fiel. Não se trata de inferir nada além do que está escrito, nem de aplicar conhecimento de mundo: a resposta está literalmente no primeiro parágrafo.

O texto é dissertativo-expositivo: apresenta o conceito de “brain rot”, suas causas (consumo excessivo de conteúdo trivial, telas), sintomas (dificuldade de concentração, fadiga mental) e consequências (prejuízos à saúde física e socioemocional). A tese — o que o autor afirma sobre o termo — está na abertura, e é ali que a questão se ancora.

A técnica decisiva: grife a definição quando o enunciado perguntar “refere-se principalmente a”. A definição de um termo costuma vir logo após o termo, introduzida por “é”, “trata-se de”, “refere-se a”. No texto:

“Brain rot” (ou “deterioração cerebral”, em português) é o nome dado ao processo de danificação do estado mental ou intelectual de uma pessoa, em razão do consumo excessivo de conteúdo trivial e pouco desafiador

A alternativa C reescreve “danificação do estado mental ou intelectual” como “declínio cognitivo” e “consumo excessivo de conteúdo trivial e pouco desafiador” como “consumo excessivo de conteúdo digital superficial” — sinônimos contextuais perfeitos. É a única que captura a essência da definição.

As distratoras cometem o erro clássico de tangenciar o tema: pegam elementos que o texto menciona (sistema de recompensa, telas, dopamina, velocidade) e os apresentam como se fossem a definição do termo, quando na verdade são causas, mecanismos ou consequências — não a definição em si.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: tangenciar o tema. O texto fala do sistema de recompensa cerebral e da dopamina no terceiro parágrafo, mas isso é um mecanismo que explica por que as pessoas ficam presas às redes — não é a definição de “brain rot”. A alternativa troca o efeito/causa pelo conceito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: restringir o alcance. O texto menciona o uso excessivo de telas como associado ao problema, mas a definição central é a danificação mental causada pelo consumo de conteúdo trivial. A alternativa B reduz o termo a um hábito (usar dispositivos), deixando de fora o declínio cognitivo, que é o núcleo do conceito.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Paráfrase fiel da definição. O texto diz que “brain rot” é a “danificação do estado mental ou intelectual” por “consumo excessivo de conteúdo trivial e pouco desafiador”. A alternativa C reescreve isso como “declínio cognitivo” (sinônimo de danificação mental) “associado ao consumo excessivo de conteúdo digital superficial” (sinônimo de conteúdo trivial). Nada foi acrescentado nem suprimido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: tangenciar o tema. A sensação de prazer (dopamina) é mencionada no texto como consequência do uso das redes, mas não é a definição de “brain rot”. A alternativa D confunde o mecanismo de recompensa com o processo de deterioração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: tangenciar o tema. O texto menciona a “velocidade acelerada” dos aplicativos, mas isso é uma característica do ambiente digital que contribui para o problema — não é a definição do termo. A alternativa E foge completamente do núcleo conceitual.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora oferecer alternativas com palavras do texto (dopamina, telas, prazer, velocidade) para fazer você achar que estão corretas. A pergunta é sempre: isso é a definição do termo ou apenas um detalhe mencionado?

PEGA ESSA DICA!

Quando o enunciado pedir “refere-se principalmente a”, volte ao parágrafo em que o termo é definido (geralmente o primeiro) e compare cada alternativa com essa definição, palavra por palavra. Se a alternativa trocar o núcleo por um detalhe, está errada.

Gabarito: letra C.

Link permanente: /questoes/vu166813