Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2026
Português›Concordância (Verbal e Nominal)
Código
vu166821
Banca
VUNESP
Órgão
CEFSA
Ano
2026
Cargo
CA ( )
Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
ADeve haver muitas discussões entre os jogadores após a partida.
BFazem anos que Raimundo e Luiz Carlos jogam no mesmo time.
COs dois amigos tinha se irritado após a dividida no jogo.
DEles mesmo resolveram a situação sem ajuda do juiz.
EÉ proibido as brigas entre jogadores dentro de quadra.
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GabaritoA — Deve haver muitas discussões entre os jogadores após a partida.
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Concordância verbal e nominal: a norma-padrão em jogo
Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que respeita a norma-padrão, pois o verbo haver no sentido de "existir" é impessoal — não tem sujeito, fica sempre na 3ª pessoa do singular — e, na locução verbal "deve haver", o auxiliar deve concorda com o sujeito da oração, que é inexistente, permanecendo no singular. As demais alternativas apresentam erros de concordância verbal ou nominal, como veremos a seguir.
O comando: o que a banca pede
A questão pede que você assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão. Isso significa que você deve analisar cada frase e verificar se o verbo concorda corretamente com o sujeito (concordância verbal) e se os determinantes (artigos, adjetivos, pronomes) concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem (concordância nominal). Não há texto-base; a resolução depende do domínio das regras de concordância.
A técnica: identifique o sujeito e o núcleo
Para resolver, siga este método:
Encontre o verbo e pergunte "quem pratica a ação?" — isso revela o sujeito.
Identifique o núcleo do sujeito — o verbo deve concordar com ele em número e pessoa.
Cuidado com verbos impessoais: haver (no sentido de existir), fazer (indicando tempo), chover, etc. — eles não têm sujeito e ficam no singular.
Na locução verbal, o verbo auxiliar é que flexiona; o principal fica numa forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio).
A regra que decide: o verbo haver impessoal
O verbo haver no sentido de "existir" é impessoal: não tem sujeito, portanto fica sempre na 3ª pessoa do singular. Isso vale também nas locuções verbais: o auxiliar concorda com o sujeito (que não existe), então permanece no singular. Exemplo: "Deve haver muitas discussões" — o sujeito é inexistente, logo "deve" fica no singular, e "haver" no infinitivo. Se houvesse sujeito, o auxiliar concordaria com ele: "Muitas discussões devem existir" (aqui "existir" tem sujeito "discussões", então o auxiliar "devem" vai para o plural).
A pegadinha da banca
A banca adora testar o verbo haver impessoal com um objeto direto no plural. Muitos candidatos, ao verem "muitas discussões", flexionam o verbo para o plural, mas isso é um erro: o verbo haver não concorda com o objeto direto, pois não há sujeito. A alternativa A é a única que respeita essa regra.
Análise das alternativas
Concordância verbal
1Verbo haver (existir)
Impessoal
Fica no singular
Ex.: "Deve haver discussões"
2Verbo fazer (tempo)
Impessoal
Fica no singular
Ex.: "Faz anos"
3Sujeito composto
Verbo no plural
Ex.: "Os amigos tinham"
4Concordância nominal
Pronome "mesmo"
Concorda com o sujeito
Ex.: "Eles mesmos"
Adjetivo "proibido"
Concorda com o substantivo
Ex.: "É proibida a briga"
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A frase "Deve haver muitas discussões entre os jogadores após a partida" está correta. O verbo haver no sentido de "existir" é impessoal, não tem sujeito, e fica no singular. Na locução verbal "deve haver", o auxiliar deve concorda com o sujeito (inexistente), permanecendo no singular. O objeto direto "muitas discussões" está no plural, mas isso não afeta o verbo. Portanto, a concordância está de acordo com a norma-padrão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A frase "Fazem anos que Raimundo e Luiz Carlos jogam no mesmo time" está incorreta. O verbo fazer indicando tempo decorrido é impessoal, não tem sujeito, e fica sempre no singular. O correto seria "Faz anos que...". A banca tenta confundir com o sujeito composto "Raimundo e Luiz Carlos", mas esse é o sujeito da oração "jogam", não do verbo "fazer". Portanto, o erro é de concordância verbal: o verbo "fazer" deveria estar no singular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A frase "Os dois amigos tinha se irritado após a dividida no jogo" está incorreta. O sujeito é "Os dois amigos" (plural), portanto o verbo deve concordar no plural: "tinham se irritado". O erro é de concordância verbal: o verbo "ter" (auxiliar) deveria estar no plural "tinham". A banca tenta confundir com a distância entre sujeito e verbo, mas o núcleo do sujeito é "amigos", que exige plural.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A frase "Eles mesmo resolveram a situação sem ajuda do juiz" está incorreta. O pronome mesmo deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Como o sujeito é "Eles" (masculino plural), o correto é "Eles mesmos". O erro é de concordância nominal: o pronome "mesmo" deveria estar no plural "mesmos". A banca tenta confundir com o uso de "mesmo" como advérbio (invariável), mas aqui ele é pronome e deve concordar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A frase "É proibido as brigas entre jogadores dentro de quadra" está incorreta. O adjetivo proibido deve concordar com o substantivo a que se refere. Como o substantivo "brigas" está no feminino plural, o correto é "É proibida as brigas" ou "São proibidas as brigas". O erro é de concordância nominal: o adjetivo "proibido" deveria estar no feminino "proibida" (ou no plural "proibidas"). A banca tenta confundir com a regra de "é proibido" sem artigo, mas aqui o substantivo está determinado, então a concordância é obrigatória.
Conclusão
A alternativa A é a única que respeita a norma-padrão, pois o verbo haver impessoal fica no singular. As demais apresentam erros de concordância verbal (B e C) ou nominal (D e E). Lembre-se: verbos impessoais (haver, fazer com tempo) não têm sujeito e ficam no singular; pronomes e adjetivos devem concordar com o substantivo a que se referem.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura erros de concordância verbal e nominal em frases curtas, testando o domínio de casos especiais. A pegadinha clássica é o verbo 'haver' impessoal: muitos candidatos flexionam 'devem haver' por acharem que o plural 'discussões' exige plural, mas o verbo haver no sentido de existir não tem sujeito e fica no singular.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar concordância, identifique primeiro o sujeito. Se o verbo for impessoal (haver, fazer com tempo), não há sujeito e ele fica no singular. Depois, verifique se pronomes e adjetivos concordam com o substantivo.