Os coanoflagelados são seres unicelulares aquáticos formados por uma única célula arredondada e que apresentam em um dos polos um flagelo rodeado por um colar de microvilosidades. A teoria colonial sustenta que os primeiros animais tenham surgido a partir de um coanoflagelado colonial ancestral muito semelhante aos coanoflagelados atuais. Esse coanoflagelado ancestral seria formado por células somáticas e células reprodutivas organizadas na forma de uma esfera oca chamada blasteia.
(https://emsinapse.wordpress.com. Adaptado.)
A análise da teoria colonial sugere que o ancestral de todos os animais possuía uma organização simples e muito semelhante aos animais atuais pertencentes ao filo
ACnidaria.
BNematoda.
CAnnelida.
DPlatyhelminthes.
EPorifera.
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GabaritoE — Porifera.
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Teoria colonial e a origem dos animais
Gabarito: letra E. A teoria colonial propõe que os primeiros animais surgiram de um coanoflagelado colonial ancestral, cuja organização em esfera oca (blasteia) é muito semelhante à dos Porifera (esponjas) atuais — os animais mais simples, sem tecidos verdadeiros. O texto-base reforça essa ligação ao descrever o ancestral como formado por células somáticas e reprodutivas, e o material de apoio confirma que os poríferos são os únicos animais sem gástrula nem folhetos germinativos, sendo separados no subreino Parazoa.
A teoria colonial é uma das principais hipóteses sobre a origem dos animais (Metazoa). Ela parte da observação de que os coanoflagelados — protozoários unicelulares com flagelo rodeado por um colar de microvilosidades — são morfologicamente quase idênticos aos coanócitos, células que revestem a cavidade interna das esponjas. A ideia central é que, em algum momento da evolução, colônias desses organismos teriam se organizado de forma mais complexa, com divisão de trabalho entre células, dando origem aos primeiros animais multicelulares.
O ancestral hipotético descrito no texto — uma esfera oca chamada blasteia, com células somáticas (que realizam funções vegetativas) e células reprodutivas — lembra a estrutura corporal mais simples entre os animais atuais: a dos poríferos. As esponjas são animais sésseis, aquáticos, sem tecidos verdadeiros, sem órgãos e sem sistema nervoso. Sua organização é tão peculiar que os biólogos as colocam no subreino Parazoa, separado de todos os outros animais (Eumetazoa), que possuem tecidos verdadeiros.
Essa simplicidade é a chave da questão. Os demais filos citados nas alternativas — Cnidaria, Nematoda, Annelida e Platyhelminthes — pertencem ao subreino Eumetazoa, ou seja, apresentam tecidos verdadeiros e, com exceção dos cnidários (diblásticos), são triblásticos. Nenhum deles possui organização corporal tão simples quanto a de uma esfera oca de células indiferenciadas. A esponja, por outro lado, mantém um plano corporal que reflete diretamente a hipótese da blasteia: uma agregação de células com pouca especialização, sem formar tecidos.
A pegadinha da banca está em associar a "organização simples" a qualquer animal "primitivo" ou "invertebrado", mas o critério decisivo é a ausência de tecidos verdadeiros — característica exclusiva dos poríferos entre os filos listados. Guarde essa fronteira: a teoria colonial liga os animais ao ancestral coanoflagelado, e o filo que preserva essa simplicidade ancestral é o Porifera.
Teoria colonial (origem dos Metazoa)
1Ancestral: coanoflagelado colonial
Blasteia (esfera oca)
Células somáticas + reprodutivas
2Filo que preserva a simplicidade
Porifera (esponjas)
Sem tecidos verdadeiros
Sem gástrula
Sem folhetos germinativos
Subreino Parazoa
3Demais filos (Eumetazoa)
Cnidaria: diblásticos, com tecidos
Platyhelminthes: triblásticos acelomados
Nematoda: triblásticos pseudocelomados
Annelida: triblásticos celomados
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Os cnidários (águas-vivas, corais, anêmonas) já possuem tecidos verdadeiros e são diblásticos (ectoderma e endoderma), com organização corporal mais complexa que a blasteia. Eles pertencem ao subreino Eumetazoa, não ao Parazoa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os nematódeos (lombrigas, ancilóstomos) são triblásticos e pseudocelomados, com sistema digestório completo. Sua organização é muito mais complexa que a de uma esfera oca de células, não correspondendo ao ancestral colonial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Os anelídeos (minhocas, sanguessugas) são triblásticos, celomados e segmentados (metameria). Essa complexidade corporal está muito distante da simplicidade da blasteia ancestral.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os platelmintos (planárias, tênias) são triblásticos e acelomados, com sistema digestório incompleto. Embora sejam vermes achatados e relativamente simples, já possuem tecidos verdadeiros e folhetos germinativos, o que os exclui da comparação com o ancestral colonial.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os poríferos (esponjas) são os animais com organização mais simples: não possuem tecidos verdadeiros, nem gástrula, nem folhetos germinativos. Suas células são pouco especializadas e lembram diretamente os coanoflagelados coloniais — a ligação entre a teoria colonial e o filo Porifera é exatamente essa simplicidade ancestral preservada.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre a origem dos animais, lembre-se da sequência de complexidade: Porifera (sem tecidos) → Cnidaria (diblásticos) → triblásticos (Platyhelminthes acelomados, Nematoda pseudocelomados, demais celomados). A teoria colonial aponta para o grupo mais basal, que é sempre o Porifera.