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Questão de Engenharia de Software — Engenharia de Requisitos — VUNESP 2023

Engenharia de SoftwareEngenharia de Requisitos
Código
vu196517
Banca
VUNESP
Órgão
CM SBO
Ano
2023
Cargo
Ana Sis ( )
Considerando a engenharia de requisitos, há algumas métricas que podem ser utilizadas na especificação de requisitos não funcionais, sendo certo que a medida do
  1. Anúmero de transações processadas por segundo presta-se a mensurar a propriedade da robustez.
  2. Bnúmero de chips de memória RAM utilizados no sistema presta-se a mensurar a propriedade da confiabilidade.
  3. Ctempo de reinício após uma falha presta-se a mensurar a propriedade da facilidade de uso.
  4. Dtempo de treinamento no sistema presta-se a mensurar a propriedade do tamanho.
  5. Etempo médio para uma falha presta-se a mensurar a propriedade da confiabilidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — tempo médio para uma falha presta-se a mensurar a propriedade da confiabilidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Métricas para requisitos não funcionais: confiabilidade e robustez

Gabarito: letra E. O tempo médio para uma falha (MTTF — Mean Time To Failure) é a métrica clássica para mensurar a confiabilidade de um sistema, pois expressa o intervalo esperado de operação sem falhas — exatamente o que a alternativa E afirma. As demais alternativas trocam as métricas entre as propriedades de qualidade, um padrão típico de pegadinha da banca.

A engenharia de requisitos distingue requisitos funcionais (o que o sistema faz) de requisitos não funcionais (restrições e características de qualidade, como desempenho, confiabilidade, robustez, usabilidade). Para especificar requisitos não funcionais de forma mensurável, utilizam-se métricas — indicadores objetivos que permitem verificar se o sistema atende ao atributo de qualidade desejado. A confiabilidade, por exemplo, não pode ser especificada como "o sistema deve ser confiável"; é preciso definir uma métrica como "o sistema deve operar, em média, 10.000 horas sem falhar".

A confiabilidade mede a capacidade do sistema de operar sem falhas por um período. Suas métricas mais comuns são:

  • MTTF (Mean Time To Failure) — tempo médio até a ocorrência de uma falha;

  • MTBF (Mean Time Between Failures) — tempo médio entre falhas consecutivas;

  • Taxa de falhas — número de falhas por unidade de tempo.

Já a robustez refere-se à capacidade do sistema de continuar funcionando corretamente diante de entradas inválidas, condições adversas ou falhas parciais. A métrica típica de robustez é o número de transações processadas por segundo sob condições de estresse, ou a capacidade de manter o desempenho quando submetido a cargas extremas. A facilidade de uso (usabilidade) relaciona-se ao esforço para aprender e operar o sistema, sendo mensurada pelo tempo de treinamento necessário. O tempo de reinício após uma falha (MTTR — Mean Time To Repair) mede a disponibilidade ou a recuperabilidade, não a usabilidade. O tamanho do sistema é mensurado por métricas como linhas de código, pontos de função ou número de módulos, não pelo tempo de treinamento.

A pegadinha da banca é justamente cruzar as métricas com as propriedades erradas: cada alternativa associa uma medida a um atributo de qualidade que não corresponde. O candidato que decora as definições isoladamente pode se confundir; quem entende o significado de cada métrica (o que ela mede na prática) identifica facilmente a correta.

Guarde a correspondência fundamental: MTTF → confiabilidade; transações por segundo → robustez/desempenho; tempo de reinício → disponibilidade; tempo de treinamento → usabilidade. É nessa tabela de correspondências que as alternativas se dividem.

1Confiabilidade
MTTF (tempo médio até a falha)
MTBF (tempo entre falhas)
Taxa de falhas
2Robustez/desempenho
Transações por segundo
3Disponibilidade
Tempo de reinício (MTTR)
4Usabilidade
Tempo de treinamento
5Tamanho
Linhas de código
Pontos de função
Métricas de requisitos não funcionais
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Métricas de requisitos não funcionais: Confiabilidade (MTTF (tempo médio até a falha), MTBF (tempo entre falhas), Taxa de falhas); Robustez/desempenho (Transações por segundo); Disponibilidade (Tempo de reinício (MTTR)); Usabilidade (Tempo de treinamento); Tamanho (Linhas de código, Pontos de função)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O número de transações processadas por segundo é uma métrica de desempenho (throughput) e, em contextos de estresse, de robustez — mas não de confiabilidade. A confiabilidade é medida por tempo médio até a falha (MTTF) ou taxa de falhas, não pela capacidade de processamento. A banca troca a métrica de desempenho/robustez pela propriedade de confiabilidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O número de chips de memória RAM utilizados é uma métrica de consumo de recursos ou tamanho do sistema, não de confiabilidade. A confiabilidade não se mede pela quantidade de hardware empregado, mas pela frequência e intervalo de falhas. A alternativa confunde infraestrutura com atributo de qualidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O tempo de reinício após uma falha (MTTR) mede a disponibilidade ou recuperabilidade do sistema — o quão rápido ele volta a operar —, não a facilidade de uso. A usabilidade é mensurada pelo esforço de aprendizado e operação, como o tempo de treinamento. A banca troca a métrica de disponibilidade pela propriedade de usabilidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tempo de treinamento no sistema é a métrica clássica de facilidade de uso (usabilidade), não de tamanho. O tamanho do software é medido por linhas de código, pontos de função ou número de módulos. A alternativa inverte a correspondência: atribui à usabilidade a métrica que pertence ao tamanho.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O tempo médio para uma falha (MTTF) é a métrica padrão para mensurar a confiabilidade de um sistema. Quanto maior o MTTF, mais confiável é o sistema, pois ele opera por mais tempo sem apresentar falhas. A alternativa associa corretamente a métrica à propriedade de qualidade, sendo a única que estabelece a correspondência certa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora cruzar as métricas com as propriedades erradas — cada alternativa associa uma medida a um atributo de qualidade que não corresponde. O candidato que decora as definições isoladamente pode se confundir; quem entende o significado de cada métrica (o que ela mede na prática) identifica facilmente a correta.

PEGA ESSA DICA!

Monte uma tabela mental de correspondências: MTTF → confiabilidade; transações por segundo → robustez/desempenho; tempo de reinício → disponibilidade; tempo de treinamento → usabilidade. Na prova, ao ver uma métrica, pergunte-se: "o que ela mede na prática?" — e associe à propriedade correta.

Gabarito: letra E

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