Questão de Engenharia de Software — Análise Estruturada — VUNESP 2023
Engenharia de Software›Análise Estruturada
Código
vu196657
Banca
VUNESP
Órgão
EsFCEx
Ano
2023
Cargo
CFO/QC ( )
A utilização de um Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) permite realizar a modelagem relativa ao software de um sistema computacional, sendo correto afirmar que
Acada DFD deve conter um único depósito de dados.
BDFDs não devem ser utilizados em projetos de pequeno porte.
Co DFD de nível 0 deve conter uma única bolha que representa o sistema como um todo.
Do refinamento das bolhas não deve ultrapassar o limite de dois níveis.
Eos DFDs de níveis maiores que o nível 0 não devem conter mais do que 3 bolhas cada um deles.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — o DFD de nível 0 deve conter uma única bolha que representa o sistema como um todo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) e a modelagem estruturada
Gabarito: letra C. O DFD de nível 0 — também chamado de diagrama de contexto — deve conter uma única bolha (processo) que representa o sistema como um todo, sem detalhar seus processos internos. Essa é a convenção clássica da Análise Estruturada, difundida por autores como Gane & Sarson e Yourdon, e é exatamente o que a alternativa C afirma.
O DFD é uma ferramenta da Análise Estruturada usada para modelar o fluxo de dados de um sistema, mostrando como as informações entram, são processadas e saem. Ele é composto por quatro elementos básicos: processos (bolhas), fluxos de dados (setas), depósitos de dados (arquivos) e entidades externas (terminadores). A modelagem é feita de forma top-down (de cima para baixo): começa-se com uma visão geral do sistema e, progressivamente, detalha-se cada processo em níveis mais específicos.
O nível 0 (diagrama de contexto) é o ponto de partida: uma única bolha representa o sistema inteiro, e as entidades externas interagem com ele por meio de fluxos de dados. A partir daí, cada bolha pode ser refinada (decomposta) em um novo DFD, que mostra os subprocessos que a compõem. Esse refinamento pode continuar por vários níveis — não há um limite rígido de dois níveis, como afirma a alternativa D. O critério para parar é o bom senso: quando cada processo já representa uma função simples e bem definida, o detalhamento é suficiente.
Na prática, um exemplo ajuda: imagine um sistema de biblioteca. No nível 0, a bolha única seria "Sistema de Biblioteca", com o usuário (entidade externa) enviando "solicitação de empréstimo" e recebendo "confirmação". No nível 1, essa bolha se desdobra em processos como "cadastrar usuário", "registrar empréstimo", "devolver livro", cada um com seus fluxos e depósitos. No nível 2, o processo "registrar empréstimo" poderia ser detalhado em "verificar disponibilidade" e "atualizar acervo". Não há regra que limite a quantos níveis se pode chegar, nem que obrigue um número máximo de bolhas por nível.
A pegadinha desta questão está em transformar recomendações práticas em regras rígidas. As alternativas A, D e E impõem limites numéricos que não existem na notação DFD: não há obrigação de um único depósito, nem limite de dois níveis, nem teto de três bolhas. A alternativa B, por sua vez, confunde a aplicabilidade da ferramenta: o DFD é útil em projetos de qualquer porte, pois ajuda a visualizar e comunicar o fluxo de dados, independentemente do tamanho.
Guarde o critério decisivo: o DFD é uma ferramenta flexível de modelagem, e a única convenção estrutural rígida é a do nível 0 com uma única bolha. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
DFD (Análise Estruturada): Elementos (P-F-D-E) (Processos (bolhas), Fluxos de dados (setas), Depósitos de dados (arquivos), Entidades externas (terminadores)); Nível 0 (diagrama de contexto) (Uma única bolha, Sistema como um todo); Refinamento (top-down) (Decompõe cada bolha, Sem limite de níveis, Sem limite de bolhas)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que cada DFD deve conter um único depósito de dados. Não há essa obrigatoriedade: um DFD pode ter vários depósitos de dados, tantos quantos forem necessários para representar os arquivos ou tabelas que o sistema utiliza. A regra do "único" aplica-se apenas à bolha do nível 0, não aos depósitos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que DFDs não devem ser utilizados em projetos de pequeno porte. É o oposto: o DFD é uma ferramenta de modelagem independente do porte do projeto. Em projetos pequenos, ele ajuda a documentar e comunicar o fluxo de dados de forma simples; em projetos grandes, auxilia na decomposição e no entendimento do sistema. Não há qualquer restrição de tamanho para seu uso.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição clássica do diagrama de contexto (nível 0): uma única bolha representa o sistema como um todo, sem detalhar seus processos internos. As entidades externas interagem com essa bolha por meio de fluxos de dados. É a convenção fundamental da Análise Estruturada, e é exatamente o que a alternativa afirma.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o refinamento das bolhas não deve ultrapassar o limite de dois níveis. Não existe esse limite na notação DFD. O refinamento (decomposição) pode ocorrer em quantos níveis forem necessários até que cada processo represente uma função simples e bem definida. A regra prática é o bom senso, não um número fixo de níveis.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que DFDs de níveis maiores que o nível 0 não devem conter mais do que 3 bolhas cada um. Não há essa restrição numérica. Um DFD de nível 1, por exemplo, pode ter quantas bolhas forem necessárias para representar os subprocessos do sistema. A recomendação de manter os diagramas simples e legíveis é uma boa prática, mas não uma regra obrigatória com limite de três bolhas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca transforma recomendações práticas em regras rígidas. As alternativas A, D e E impõem limites numéricos (um depósito, dois níveis, três bolhas) que não existem na notação DFD. A única convenção estrutural rígida é a do nível 0 com uma única bolha — que é justamente a alternativa correta. Fique atento: quando a questão falar em "único", "não deve ultrapassar" ou "não deve conter mais do que", desconfie — provavelmente é um distrator.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os elementos do DFD, lembre-se da sigla P-F-D-E: Processos (bolhas), Fluxos de dados (setas), Depósitos de dados (arquivos) e Entidades externas (terminadores). E lembre-se: o nível 0 é o diagrama de contexto, com uma única bolha representando o sistema todo. A partir do nível 1, cada bolha pode ser decomposta em subprocessos, sem limite de níveis ou de quantidade de bolhas.