Pular para o conteúdo principal

Questão de Engenharia de Software — XP (Extreme Programming) — VUNESP 2023

Engenharia de SoftwareXP (Extreme Programming)
Código
vu197086
Banca
VUNESP
Órgão
CIJUN
Ano
2023
Cargo
Des UX ( )

Considerando os métodos ágeis de projeto, o método XP (Extreme Programming) exerce papel importante na fase de planejamento, utilizando um item denominado histórias de usuário, que, especificamente, têm a função de

  1. Adeterminar o conjunto de ferramentas computacionais a serem utilizadas para o desenvolvimento do software em questão.
  2. Bdescrever características e funcionalidades requeridas para o software em desenvolvimento.
  3. Cdeterminar como a verificação e validação do software deve ser realizada.
  4. Despecificar as técnicas de teste a serem aplicadas no software em desenvolvimento.
  5. Eespecificar o tempo e quantidade de homens-hora requeridos para o software em desenvolvimento.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — descrever características e funcionalidades requeridas para o software em desenvolvimento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Histórias de usuário no XP (Extreme Programming)

Gabarito: letra B. No XP, as histórias de usuário (user stories) são criadas na atividade de planejamento e têm a função de descrever as características e funcionalidades requeridas para o software em desenvolvimento — é exatamente o que a alternativa B afirma. As demais alternativas atribuem às histórias funções que pertencem a outros artefatos ou atividades do processo (ferramentas, verificação e validação, testes, estimativas de esforço).

As histórias de usuário são um dos conceitos centrais do XP e de outras metodologias ágeis. Elas representam, em linguagem simples e voltada ao negócio, o que o cliente espera que o sistema faça. No XP, a atividade de planejamento — também chamada de jogo do planejamento — inicia-se com a atividade de ouvir, que conduz à criação de um conjunto de histórias que descrevem o resultado, as características e a funcionalidade solicitados para o software a ser construído. Cada história é escrita pelo cliente e colocada em uma ficha. O cliente atribui um valor (prioridade) à história, baseando-se no valor de negócio global do recurso ou função; os membros da equipe XP avaliam cada história e atribuem um custo, medido em semanas de desenvolvimento. Esse é o mecanismo que permite priorizar funcionalidades e planejar as iterações.

É importante distinguir as histórias de usuário de outros artefatos do XP. Elas não especificam ferramentas, técnicas de teste, estratégias de verificação e validação, nem estimativas de homens-hora. As histórias são, essencialmente, uma forma de expressar requisitos funcionais de maneira compreensível para o cliente e para a equipe. No XP, os requisitos são expressos como cenários (chamados de estórias do usuário), que são implementados diretamente como uma série de tarefas. Os programadores trabalham em pares e desenvolvem testes para cada tarefa antes de escreverem o código. Quando o novo código é integrado ao sistema, todos os testes devem ser executados com sucesso.

A banca explora a confusão entre o papel das histórias de usuário e outras atividades do processo de desenvolvimento. O candidato que não domina o conceito pode associar as histórias a ferramentas, testes ou estimativas, mas todas essas funções pertencem a outros elementos do XP. A pegadinha está em atribuir às histórias de usuário responsabilidades que não são delas. Para acertar, basta lembrar que as histórias descrevem o que o software deve fazer — ou seja, suas características e funcionalidades.

Guarde a fronteira entre o que as histórias de usuário são e o que elas não são: elas descrevem requisitos funcionais, não definem ferramentas, testes, verificação ou estimativas de esforço. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1O que são
Descrevem características e funcionalidades
Linguagem simples, voltada ao negócio
Escritas pelo cliente
2No planejamento
Cliente atribui prioridade (valor de negócio)
Equipe atribui custo (semanas)
3O que NÃO são
Ferramentas computacionais
Verificação e validação
Técnicas de teste
Estimativa de homens-hora
Histórias de usuário (XP)
LEVELsoulevel.com.br
Histórias de usuário (XP): O que são (Descrevem características e funcionalidades, Linguagem simples, voltada ao negócio, Escritas pelo cliente); No planejamento (Cliente atribui prioridade (valor de negócio), Equipe atribui custo (semanas)); O que NÃO são (Ferramentas computacionais, Verificação e validação, Técnicas de teste, Estimativa de homens-hora)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as histórias de usuário determinam o conjunto de ferramentas computacionais a serem utilizadas. Isso não corresponde ao papel das histórias. A escolha de ferramentas é uma decisão técnica da equipe de desenvolvimento, não faz parte do conteúdo das histórias. As histórias descrevem funcionalidades, não a infraestrutura tecnológica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta porque as histórias de usuário descrevem características e funcionalidades requeridas para o software em desenvolvimento. No XP, a atividade de planejamento se inicia com a criação de histórias que descrevem o resultado, as características e a funcionalidade solicitados para o software a ser construído. Essa é a definição clássica de histórias de usuário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as histórias de usuário determinam como a verificação e validação do software deve ser realizada. Isso não é função das histórias. A verificação e validação são atividades do processo de teste, que no XP são orientadas por testes unitários e de aceitação, mas não são definidas pelas histórias de usuário. As histórias descrevem o que o sistema deve fazer, não como será verificado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as histórias de usuário especificam as técnicas de teste a serem aplicadas. Isso também não é correto. As técnicas de teste são definidas pela equipe de desenvolvimento, com base nas práticas do XP (como TDD — Test Driven Development), mas não são especificadas pelas histórias de usuário. As histórias descrevem funcionalidades, não estratégias de teste.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as histórias de usuário especificam o tempo e quantidade de homens-hora requeridos. Isso não é função das histórias. No XP, a estimativa de esforço é feita pelos desenvolvedores durante o jogo do planejamento, atribuindo um custo a cada história, medido em semanas de desenvolvimento. Mas a história em si não especifica o tempo ou homens-hora; ela descreve a funcionalidade. A estimativa é uma atividade separada, realizada pela equipe.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/vu197086