Questão de Engenharia de Software — Geral — VUNESP 2023
Engenharia de Software›Geral
Código
vu197105
Banca
VUNESP
Órgão
Pref SBO
Ano
2023
Cargo
Ana ( )
O método de desenvolvimento de software conhecido como Extreme Programming
Aentrega o software operacional somente no final do projeto.
Bnão aceita mudanças no projeto, condicionando-o a aprovação do cliente.
Caceita mudanças de escopo, reagindo rapidamente às alterações.
Dexige documentação volumosa a cada fase concluída.
Edefine o planejamento e orçamento apenas no início do projeto.
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GabaritoC — aceita mudanças de escopo, reagindo rapidamente às alterações.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Extreme Programming (XP): metodologia ágil e adaptativa
Gabarito: letra C. O Extreme Programming (XP) é uma metodologia ágil que aceita mudanças de escopo e reage rapidamente às alterações, pois se baseia em ciclos curtos, feedback contínuo e adaptação constante — exatamente o que a alternativa C descreve. As demais alternativas descrevem características de modelos tradicionais (como o cascata) ou distorcem os princípios ágeis.
O XP é uma metodologia de desenvolvimento de software criada por Kent Beck em 1996, focada em desenvolvimento incremental e entrega contínua. Diferentemente dos modelos tradicionais (como o cascata), que seguem fases sequenciais e rígidas, o XP é iterativo e ágil: o software é desenvolvido em pequenas versões (releases), com o cliente presente e dando feedback constante. Essa estrutura permite que mudanças de requisitos sejam incorporadas rapidamente, inclusive nas fases finais do projeto.
Os cinco valores do XP — comunicação, simplicidade, feedback, coragem e respeito — sustentam essa flexibilidade. A comunicação constante entre equipe e cliente, o feedback rápido por meio de testes contínuos e a coragem de refatorar o código quando necessário são o que permitem reagir às alterações sem quebrar o projeto. O XP também valoriza a simplicidade: fazer apenas o necessário, sem documentação extensa — o código-fonte é considerado a melhor documentação.
Na prática, o XP funciona com práticas como programação em pares, propriedade coletiva do código, pequenos releases e planejamento incremental. O cliente fica "on-site" (presente na equipe), fornecendo feedback contínuo e priorizando as funcionalidades. Quando o escopo muda, a equipe ajusta o planejamento e incorpora a mudança no próximo ciclo — é isso que a alternativa C descreve com precisão.
A pegadinha desta questão está em confundir XP com modelos tradicionais. A banca explora a ideia de que "software só é entregue no final" (cascata), "não aceita mudanças" (rigidez) e "exige documentação volumosa" (modelos formais) — tudo o que o XP não é. Guarde a fronteira: XP é ágil, iterativo, adaptativo e enxuto; o oposto disso é o modelo cascata ou metodologias tradicionais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o XP entrega o software operacional somente no final do projeto. Isso é característica do modelo cascata, que segue fases sequenciais e só entrega o produto completo ao final. O XP, ao contrário, trabalha com pequenos releases e entregas frequentes, permitindo que o cliente receba e avalie versões parciais do software ao longo do desenvolvimento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o XP não aceita mudanças no projeto, condicionando-as à aprovação do cliente. Isso contraria a essência do XP, que aceita mudanças de escopo e se adapta rapidamente a elas. O cliente está presente na equipe (on-site) e seu feedback é contínuo — as mudanças são bem-vindas e incorporadas nos ciclos seguintes, não condicionadas a uma aprovação formal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão o XP: aceita mudanças de escopo e reage rapidamente às alterações. Isso é possível graças ao desenvolvimento incremental, ao feedback contínuo do cliente e às práticas ágeis como pequenos releases e refatoração. O XP foi projetado justamente para lidar com requisitos voláteis, adaptando-se às mudanças sem comprometer a qualidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o XP exige documentação volumosa a cada fase concluída. Isso é típico de modelos tradicionais e formais, que valorizam documentação extensa. O XP, por outro lado, preza pela simplicidade e considera o código-fonte como a melhor documentação — a documentação é mínima e apenas o necessário para o entendimento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o XP define o planejamento e orçamento apenas no início do projeto. Isso é característica de modelos tradicionais, que fazem planejamento completo no início. O XP usa planejamento incremental: o planejamento é contínuo, ajustado a cada ciclo com base no feedback e nas mudanças de prioridade do cliente. O orçamento e o escopo são revisados ao longo do projeto, não fixados no início.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as características do XP pelas do modelo cascata (entrega no final, sem mudanças, documentação volumosa, planejamento fixo). O candidato que confunde metodologias ágeis com tradicionais cai nas alternativas A, B, D ou E. Lembre-se: XP é ágil, iterativo, adaptativo e enxuto — o oposto do cascata.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre metodologias ágeis, identifique as palavras-chave: "mudanças", "feedback", "incremental", "iterativo", "adaptação" indicam ágil; "sequencial", "fases", "documentação extensa", "entrega no final" indicam tradicional. Se a alternativa misturar os dois, está errada.