Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — VUNESP 2024
Português›Orações Subordinadas Substantivas
Código
vu205855
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Aparecida (SP)
Ano
2024
Cargo
Prof ( )
A bailarina
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo)
Leia o poema para responder à questão abaixo.
Tendo como base a aprendizagem de língua materna, nos versos “Não conhece nem dó nem ré / mas sabe ficar na ponta do pé.” e “Põe no cabelo uma estrela e um véu / e diz que caiu do céu.”, as orações destacadas classificam-se, correta e respectivamente, como:
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Orações coordenadas e subordinadas substantivas: a classificação no poema
Gabarito: letra A. A primeira oração destacada — "mas sabe ficar na ponta do pé" — é coordenada sindética adversativa, pois é introduzida pela conjunção "mas", que expressa oposição à ideia anterior. A segunda — "que caiu do céu" — é subordinada substantiva objetiva direta, pois exerce a função de objeto direto do verbo "diz" (quem diz, diz algo). A alternativa A é a única que combina corretamente essas duas classificações.
"Não conhece nem dó nem ré / mas sabe ficar na ponta do pé." "Põe no cabelo uma estrela e um véu / e diz que caiu do céu."
A conjunção "mas" é o conectivo clássico das adversativas — indica contraste, quebra de expectativa. Já o "que" em "diz que caiu do céu" é uma conjunção integrante, que introduz uma oração com valor de substantivo, substituível por "isso": "diz isso". Como o verbo "dizer" é transitivo direto, a oração funciona como objeto direto.
O comando da questão
A questão pede a classificação "correta e respectivamente" das duas orações destacadas. Isso significa que você deve analisar cada uma na ordem em que aparecem e marcar a alternativa que traz a sequência exata. O foco é sintaxe do período composto, especificamente a distinção entre coordenação (orações independentes) e subordinação (oração que exerce função sintática na principal).
A técnica que resolve
Para classificar uma oração, siga dois passos:
Veja o conectivo: se for uma conjunção coordenativa (e, mas, ou, logo, pois), é coordenada sindética; se for conjunção integrante (que, se) ou pronome relativo, é subordinada.
Teste a função sintática: substitua a oração subordinada por "isso" ou "isto". Se couber, é substantiva. Depois, pergunte qual função ela exerce: sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.
No primeiro caso, o "mas" não introduz uma oração que exerça função sintática — ele apenas liga duas orações independentes, estabelecendo oposição. Logo, é coordenada sindética adversativa.
No segundo caso, o "que" introduz uma oração que completa o sentido do verbo "diz". Teste: "diz isso" — perfeito. Como "dizer" não exige preposição, o objeto é direto. Portanto, subordinada substantiva objetiva direta.
Análise das alternativas
Orações no período
1Coordenada sindética
Adversativa
Conjunção "mas"
Oposição/contraste
Conclusiva
Conjunção "logo/portanto"
Explicativa
Conjunção "pois/porque"
2Subordinada substantiva
Objetiva direta
Verbo transitivo direto
Teste: "diz isso"
Objetiva indireta
Exige preposição
Completiva nominal
Complementa um nome
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, a primeira oração é adversativa (conjunção "mas") e a segunda é objetiva direta (conjunção integrante "que" + verbo transitivo direto). A sequência está exata.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao classificar a primeira como conclusiva. A conjunção "mas" não expressa conclusão (que seria "logo", "portanto"), e sim oposição. A segunda está correta como objetiva direta, mas a primeira invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra na primeira (não é explicativa — "mas" não explica, opõe) e na segunda (não é completiva nominal — não complementa um nome, e sim o verbo "diz").
Alternativa D — ❌ Incorreta
Repete o erro da B na primeira oração: "mas" não é conclusivo. A segunda está correta, mas a primeira derruba a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acerta a primeira (adversativa), mas erra a segunda: classifica como objetiva indireta. O verbo "dizer" é transitivo direto — não exige preposição. "Diz que caiu" = "diz isso", sem "de". Portanto, é objetiva direta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o tipo de coordenada (conclusiva/explicativa no lugar de adversativa) e o tipo de subordinada (objetiva indireta/completiva nominal no lugar de objetiva direta). O candidato que decora listas de conjunções sem testar a função sintática cai fácil.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que houver "mas", "porém", "contudo", pense adversativa. E para substantiva, o teste do "isso" é infalível: se couber, é substantiva; a preposição (ou ausência dela) define se é direta ou indireta.
Conclusão: a questão testa dois pilares da sintaxe: o valor semântico das conjunções coordenativas e a função sintática das orações subordinadas substantivas. A alternativa A é a única que acerta ambos. Gabarito: letra A.