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Questão de Português — Figuras de Linguagem — VUNESP 2024

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
vu205857
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Aparecida (SP)
Ano
2024
Cargo
Prof ( )
Leia a tira para responder à questão. (Mort Walker, “Recruta Zero”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 11.09.2023)  A habilidade “(EF67LP8) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de figuras de linguagem.” do Currículo Paulista poderia subsidiar o trabalho com leitura e interpretação da tira, enfatizando- -se o uso daImagem associada para resolução da questão
  1. Ametáfora na fala da mulher.
  2. Bcatacrese na pergunta do homem.
  3. Cmetonímia na fala da mulher.
  4. Dhipérbole na resposta do homem.
  5. Eantítese na fala da mulher.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — metonímia na fala da mulher.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figuras de linguagem na tira: metonímia na fala da mulher

Gabarito: letra C. A fala da mulher — "Você é a minha cabeça" — emprega metonímia, pois substitui a pessoa (o homem) por uma parte do corpo (a cabeça), numa relação de proximidade (parte pelo todo). A alternativa C é a única que nomeia corretamente essa figura, como se vê na tira: a mulher não compara o homem a uma cabeça (o que seria metáfora), mas usa a parte para referir-se ao todo, recurso típico da metonímia.

O comando e o texto

A questão pede que você identifique a figura de linguagem presente na tira, com base na habilidade de analisar efeitos de sentido. Não se trata de interpretar o humor ou a crítica, mas de reconhecer o recurso expressivo usado na fala de um dos personagens. Para isso, é preciso dominar as definições das figuras e saber aplicá-las ao contexto.

Na tira, a mulher diz ao homem: "Você é a minha cabeça". Essa expressão não deve ser lida literalmente (o homem não é um órgão do corpo), mas também não é uma comparação implícita entre o homem e uma cabeça. O que ocorre é uma substituição: a mulher usa a palavra "cabeça" para referir-se ao homem, numa relação de parte pelo todo — a cabeça é uma parte do corpo humano, e o homem é o todo. Essa relação de proximidade é a essência da metonímia.

A técnica: metáfora × metonímia

A pegadinha central da questão está em distinguir metáfora de metonímia. Ambas são figuras de palavras que transferem sentido, mas de modos diferentes:

Critério

Metáfora

Metonímia

Relação

Comparação implícita (semelhança)

Proximidade (contiguidade)

Exemplo

"Ele é um leão" (valente)

"Li Machado de Assis" (obra pelo autor)

Na tira

"Você é a minha cabeça" seria metáfora se significasse "você é inteligente como uma cabeça"

É metonímia porque "cabeça" substitui a pessoa (parte pelo todo)

Na tira, a mulher não está dizendo que o homem é como uma cabeça (metáfora), mas que ele é a cabeça, ou seja, a parte que representa o todo — o homem é a pessoa que comanda, que pensa, que é a "cabeça" da relação. Essa substituição por proximidade é metonímia.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Metáfora seria uma comparação implícita por semelhança. Na fala "Você é a minha cabeça", não há comparação entre o homem e uma cabeça; há substituição de uma parte pelo todo. A banca oferece a metáfora como distratora porque ambas envolvem transferência de sentido, mas a relação aqui é de proximidade, não de semelhança.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Catacrese é o uso de uma palavra por falta de termo específico, como "braço da cadeira" ou "pé da mesa". Na tira, "cabeça" não é usada por falta de termo — há a palavra "homem" disponível. A catacrese é uma metáfora cristalizada pelo uso, o que não ocorre aqui.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fala da mulher "Você é a minha cabeça" é um caso clássico de metonímia: a parte (cabeça) substitui o todo (a pessoa). Essa relação de proximidade é o que define a metonímia, como em "várias pernas passavam por ali" (parte pelo todo). A alternativa C nomeia corretamente a figura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Hipérbole é o exagero intencional, como "morreu de rir". Na resposta do homem — que não foi transcrita, mas é o contraponto à fala da mulher — não há exagero; a figura está na fala da mulher, não na resposta. Além disso, a resposta do homem não é o foco da questão, que pede a figura na fala da mulher.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Antítese é a oposição de ideias, como "o amor e o ódio". Na fala da mulher não há palavras ou expressões de sentido contrário; há apenas a substituição metonímica. A antítese não se aplica ao trecho.

Fechamento

A regra de ouro: ao identificar figuras de linguagem, pergunte que relação o termo estabelece com o que substitui. Se for semelhança, é metáfora; se for proximidade (parte/todo, autor/obra, causa/efeito), é metonímia. Na tira, "cabeça" substitui a pessoa por uma relação de parte-todo — metonímia.

Gabarito: letra C.

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