Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — VUNESP 2024
Raciocínio Lógico›Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
vu211055
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Aparecida (SP)
Ano
2024
Cargo
Ana ( )
Leia as seguintes afirmações:
I. Lucas nada se e somente se Gilda canta. FALSIDADE.
II. Se Gilda canta, então Keila não caminha. VERDADE.
III. Se Ida corre, então Lucas não nada. VERDADE.
IV. Jader sapateia ou Lídia dança. VERDADE.
V. Se Keila caminha, então Lídia dança. FALSIDADE.
Levando em consideração cada afirmação e seu respectivo valor lógico, é logicamente verdadeiro afirmar que
ALídia dança e Gilda não canta.
BIda corre ou Jader não sapateia.
CGilda não canta e Ida corre.
DOu Jader sapateia ou Lídia não dança.
EKeila não caminha ou Lucas nada.
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GabaritoE — Keila não caminha ou Lucas nada.
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Lógica de Argumentação: Métodos Decorrentes da Tabela-Verdade
Gabarito: letra E. A partir dos valores lógicos fornecidos, deduzimos que Keila não caminha (V) e que Lucas nada (V), o que torna a disjunção "Keila não caminha ou Lucas nada" verdadeira. A resolução exige aplicar as tabelas-verdade dos conectivos (bicondicional, condicional, disjunção) para extrair os valores das proposições simples.
O coração desta questão é saber interpretar o valor lógico de uma proposição composta para descobrir os valores das proposições simples que a compõem. Vamos revisar cada conectivo e como ele "amarra" os valores:
Bicondicional (se e somente se): A proposição é verdadeira quando e têm o mesmo valor lógico (ambas V ou ambas F). É falsa quando têm valores diferentes.
Condicional (se... então...): A proposição é falsa somente quando o antecedente () é verdadeiro e o consequente () é falso. Em todos os outros casos (V→V, F→V, F→F), ela é verdadeira.
Disjunção inclusiva (ou): A proposição é falsa somente quando ambas as proposições são falsas. Basta uma ser verdadeira para a disjunção ser verdadeira.
Conjunção (e): A proposição é verdadeira somente quando ambas as proposições são verdadeiras.
Disjunção exclusiva (ou... ou...): A proposição é verdadeira quando as proposições têm valores diferentes (uma V e outra F). É falsa quando têm o mesmo valor.
Vamos aplicar isso às premissas, uma a uma, para montar o quebra-cabeça. A ordem de análise é crucial: começamos pelas premissas que são falsas, pois elas nos dão informações mais restritivas.
Premissa I (FALSA): "Lucas nada se e somente se Gilda canta" (). Como a bicondicional é falsa, e têm valores diferentes. Ou seja, temos duas possibilidades: (L=V e G=F) ou (L=F e G=V).
Premissa V (FALSA): "Se Keila caminha, então Lídia dança" (). Como a condicional é falsa, o antecedente deve ser verdadeiro e o consequente falso. Logo, Keila caminha (K) = V e Lídia dança (Ld) = F. Esta é uma conclusão direta e definitiva!
Premissa II (VERDADEIRA): "Se Gilda canta, então Keila não caminha" (). Já sabemos que , então . Para a condicional ser verdadeira com consequente falso, o antecedente também deve ser falso. Logo, Gilda canta (G) = F.
Agora, voltamos à Premissa I: como , para que e tenham valores diferentes, Lucas nada (L) = V.
Premissa III (VERDADEIRA): "Se Ida corre, então Lucas não nada" (). Sabemos que , então . Para a condicional ser verdadeira com consequente falso, o antecedente deve ser falso. Logo, Ida corre (I) = F.
Premissa IV (VERDADEIRA): "Jader sapateia ou Lídia dança" (). Sabemos que . Para a disjunção inclusiva ser verdadeira, pelo menos uma das proposições deve ser verdadeira. Como é falsa, Jader sapateia (J) = V.
Com todos os valores em mãos, podemos testar cada alternativa:
Proposição
Valor Lógico
Lucas nada (L)
V
Gilda canta (G)
F
Keila caminha (K)
V
Ida corre (I)
F
Jader sapateia (J)
V
Lídia dança (Ld)
F
A alternativa correta será aquela cuja proposição composta seja verdadeira. Vamos analisar cada uma.
Valores lógicos deduzidos: Keila caminha (K) (V (premissa V falsa)); Lídia dança (Ld) (F (premissa V falsa)); Gilda canta (G) (F (premissa II)); Lucas nada (L) (V (premissa I)); Ida corre (I) (F (premissa III)); Jader sapateia (J) (V (premissa IV))
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Lídia dança e Gilda não canta" (). Temos e (pois ). A conjunção . Logo, a proposição é falsa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Ida corre ou Jader não sapateia" (). Temos e (pois ). A disjunção inclusiva . Logo, a proposição é falsa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Gilda não canta e Ida corre" (). Temos e . A conjunção . Logo, a proposição é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Ou Jader sapateia ou Lídia não dança" (). Temos e (pois ). A disjunção exclusiva é verdadeira quando os valores são diferentes. Como ambos são V, a proposição é falsa.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Keila não caminha ou Lucas nada" (). Temos (pois ) e . A disjunção inclusiva . Logo, a proposição é verdadeira.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os conectivos de disjunção inclusiva (ou) e exclusiva (ou... ou...). Na alternativa D, "Ou Jader sapateia ou Lídia não dança" parece correta, mas a disjunção exclusiva exige valores diferentes para ser verdadeira. Como ambos são verdadeiros, ela é falsa. Já na alternativa E, a disjunção inclusiva basta que um dos termos seja verdadeiro, e "Lucas nada" é verdadeiro. Fique atento a essa distinção: o "ou" da língua portuguesa pode ser inclusivo ou exclusivo, e a lógica formal os trata de forma distinta.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de valor lógico, comece sempre pelas premissas falsas. Elas são as mais informativas: uma condicional falsa revela o antecedente verdadeiro e o consequente falso; uma bicondicional falsa revela que os valores são diferentes. Depois, use as premissas verdadeiras para completar o quadro, lembrando que uma condicional verdadeira com consequente falso obriga o antecedente a ser falso.