Questão de Banco de Dados — Modelagem e Mapeamento ER-relacional — VUNESP 2024
Banco de Dados›Modelagem e Mapeamento ER-relacional
Código
vu212095
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Aparecida (SP)
Ano
2024
Cargo
Ana ( )
Considerando o modelo relacional de bancos de dados, incluem-se os conjuntos de relacionamentos. Sejam dois conjuntos de entidades A e B e um conjunto de relacionamentos do tipo 1 para muitos de A para B. Nesse caso, é correto afirmar que
Auma entidade do conjunto A pode estar associada a mais de uma entidade do conjunto B.
Buma entidade do conjunto A está sempre associada a duas ou mais entidades do conjunto B.
Cuma entidade do conjunto B pode estar associada a mais de uma entidade do conjunto A.
Do número de entidades do conjunto B deve ser igual a, pelo menos, o dobro do número de entidades do conjunto A.
Eo número de entidades do conjunto A deve ser igual ao número de entidades do conjunto B.
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GabaritoA — uma entidade do conjunto A pode estar associada a mais de uma entidade do conjunto B.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cardinalidade 1:N no modelo relacional
Gabarito: letra A. Em um relacionamento 1:N (um-para-muitos) de A para B, cada entidade do conjunto A pode estar associada a várias entidades do conjunto B, enquanto cada entidade de B está associada a no máximo uma entidade de A. A alternativa A expressa exatamente essa regra de cardinalidade máxima.
A cardinalidade é a propriedade de um relacionamento que define quantas ocorrências de uma entidade podem estar associadas a uma determinada ocorrência da outra entidade através daquele relacionamento. No modelo entidade-relacionamento (MER), essa é uma das informações mais importantes do projeto conceitual, pois determina como as chaves estrangeiras serão distribuídas no modelo relacional.
No relacionamento 1:N, a cardinalidade máxima do lado "1" é 1, e a do lado "N" é N (ou seja, "muitos"). Isso significa que:
Uma ocorrência da entidade do lado "1" (A) pode se relacionar com zero, uma ou várias ocorrências da entidade do lado "N" (B).
Uma ocorrência da entidade do lado "N" (B) se relaciona com exatamente uma ocorrência da entidade do lado "1" (A) — no máximo uma, se a participação for opcional.
Um exemplo clássico: a relação entre CLIENTE e PEDIDO. Um cliente pode fazer vários pedidos (1:N), mas cada pedido pertence a um único cliente. No modelo relacional, isso se traduz na inclusão da chave primária de CLIENTE (o lado "1") como chave estrangeira na tabela PEDIDO (o lado "N").
A pegadinha desta questão está em inverter os lados da cardinalidade: a alternativa C afirma que uma entidade de B pode estar associada a mais de uma entidade de A, o que caracterizaria um relacionamento N:1 (ou muitos-para-um), não 1:N. A banca explora exatamente a confusão entre qual lado é o "1" e qual é o "N".
Guarde a regra de ouro: no relacionamento 1:N, o lado "N" é o que recebe a chave estrangeira do lado "1". É essa fronteira que separa as alternativas corretas das incorretas.
Critério
Relacionamento 1:N (A → B) — correto
Alternativas incorretas (B, C, D, E)
Cardinalidade máxima do lado "1" (A)
Cada entidade de A pode se associar a várias entidades de B (0, 1 ou N)
B erra ao exigir "sempre duas ou mais"; D/E erram ao impor proporções numéricas fixas entre totais de A e B
Cardinalidade máxima do lado "N" (B)
Cada entidade de B se associa a no máximo uma entidade de A
C inverte os lados, descrevendo N:1 ou N:N
Restrição sobre quantidade total de entidades
Nenhuma — a cardinalidade trata de associações individuais, não da contagem de A vs. B
D ("dobro") e E ("igualdade") são arbitrárias e sem fundamento teórico
Tradução no modelo relacional
Chave primária de A (lado "1") vira chave estrangeira na tabela de B (lado "N")
As demais alternativas não refletem essa regra de implementação
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a cardinalidade máxima do lado "N" do relacionamento 1:N. Se A está para B numa relação 1:N, então cada entidade de A pode estar associada a várias entidades de B. O termo "pode" é crucial: indica que a associação é possível, mas não obrigatória — a cardinalidade mínima pode ser 0 (participação opcional) ou 1 (participação obrigatória), mas a máxima é "muitos".
Alternativa B — ❌ Incorreta
O erro está no advérbio "sempre" e na expressão "duas ou mais". A cardinalidade máxima do lado "N" permite que uma entidade de A se associe a várias entidades de B, mas não exige que isso aconteça. Uma entidade de A pode estar associada a apenas uma entidade de B, ou até mesmo a nenhuma (se a participação for opcional). A palavra "sempre" transforma uma possibilidade em obrigatoriedade, o que é incorreto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta alternativa inverte os lados da cardinalidade. No relacionamento 1:N de A para B, é a entidade A que pode estar associada a várias entidades de B, não o contrário. A afirmação de que uma entidade de B pode estar associada a mais de uma entidade de A descreveria um relacionamento N:1 (muitos-para-um) ou N:N (muitos-para-muitos), não o 1:N dado no enunciado. No 1:N, cada entidade de B está associada a no máximo uma entidade de A.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A cardinalidade de um relacionamento não impõe nenhuma restrição numérica sobre a quantidade total de entidades em cada conjunto. Um relacionamento 1:N pode existir com 1 entidade em A e 100 em B, ou com 100 em A e 1 em B — a cardinalidade fala da associação entre ocorrências individuais, não da contagem de ocorrências. A afirmação de que o número de entidades de B deve ser pelo menos o dobro do número de entidades de A é completamente arbitrária e sem fundamento na teoria de modelagem de dados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Assim como a alternativa D, esta tenta impor uma relação numérica entre as quantidades de entidades dos dois conjuntos. Não há nenhuma regra que exija que o número de entidades de A seja igual ao número de entidades de B. A cardinalidade 1:N descreve a multiplicidade da associação, não a proporção entre os tamanhos dos conjuntos. Um relacionamento 1:N pode ter qualquer quantidade de entidades em cada lado, independentemente um do outro.