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Questão de Engenharia de Software — Conceitos e Tipos de Testes de Software — VUNESP 2024

Engenharia de SoftwareConceitos e Tipos de Testes de Software
Código
vu212223
Banca
VUNESP
Órgão
APS
Ano
2024
Cargo
Esp Port ( )

Uma das técnicas de teste de software recebe a denominação de teste de caixa preta, sendo que essa técnica apresenta, especificamente, a seguinte característica:

  1. Aos testes são orientados e dirigidos pelas entradas e saídas dos módulos sob teste, não se entrando em sua estrutura interna.
  2. Bos testes são realizados por meio de um simulador especial denominado Black Box.
  3. Ccada teste é reproduzido por pelo menos três vezes, sendo seus resultados comparados.
  4. Dos testes verificam a correção dos comandos de desvio existentes internamente ao código.
  5. Ea execução de testes para todos os valores possíveis para cada variável presente no programa.
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GabaritoA — os testes são orientados e dirigidos pelas entradas e saídas dos módulos sob teste, não se entrando em sua estrutura interna.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de Caixa Preta (Black Box)

Gabarito: letra A. O teste de caixa preta é uma técnica de teste funcional em que os casos de teste são derivados a partir das especificações do software, focando nas entradas e saídas, sem considerar a estrutura interna do código. Essa é a definição clássica, presente na literatura de Engenharia de Software (Pressman, Sommerville) e amplamente cobrada em concursos.

O teste de caixa preta, também chamado de teste funcional ou comportamental, trata o software como uma "caixa fechada": o testador não conhece (ou não se importa com) a implementação interna, os algoritmos, as estruturas de dados ou a lógica do código. O que importa é o comportamento observável: para determinadas entradas, o sistema deve produzir as saídas esperadas, conforme a especificação de requisitos. O objetivo é verificar se o software atende aos requisitos funcionais, ou seja, se faz o que deveria fazer, do ponto de vista do usuário.

A técnica se contrapõe ao teste de caixa branca (ou estrutural), que analisa o código-fonte, os fluxos de controle e de dados, os caminhos de execução, as condições e os desvios. Enquanto a caixa preta é orientada pela especificação (visão externa), a caixa branca é orientada pela implementação (visão interna). Essa distinção é fundamental e é exatamente o que a questão explora.

Na prática, o teste de caixa preta é aplicado em diversos níveis, como teste de sistema, teste de aceitação e, frequentemente, em testes de integração. As principais técnicas de caixa preta incluem: particionamento de equivalência, análise de valor limite, tabela de decisão, transição de estados e testes baseados em casos de uso. Por exemplo, ao testar um campo que aceita valores de 1 a 100, o particionamento de equivalência divide o domínio em classes válidas (1-100) e inválidas (<1, >100), e a análise de valor limite testa os extremos (1, 100, 0, 101).

A pegadinha da banca, nesta questão, é confundir caixa preta com caixa branca ou com outros tipos de teste. A alternativa D, por exemplo, descreve o teste de caixa branca, que verifica os comandos de desvio internos. A alternativa E descreve o teste exaustivo, que é impraticável. A alternativa B inventa um "simulador Black Box" que não existe. A alternativa C descreve uma prática de repetição de testes que não é característica específica da caixa preta.

Guarde a fronteira: caixa preta = entradas e saídas, sem estrutura interna; caixa branca = estrutura interna, código, fluxos. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Visão externa (funcional)
Entradas e saídas
Sem estrutura interna
2Técnicas
Particionamento de equivalência
Análise de valor limite
Tabela de decisão
3Contrapõe-se à caixa branca
Visão interna (estrutural)
Código, fluxos, desvios
Teste de caixa preta
LEVELsoulevel.com.br
Teste de caixa preta: Visão externa (funcional) (Entradas e saídas, Sem estrutura interna); Técnicas (Particionamento de equivalência, Análise de valor limite, Tabela de decisão); Contrapõe-se à caixa branca (Visão interna (estrutural), Código, fluxos, desvios)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A descreve com precisão a característica central do teste de caixa preta: os testes são orientados e dirigidos pelas entradas e saídas dos módulos sob teste, não se entrando em sua estrutura interna. Isso significa que o testador fornece entradas e verifica se as saídas correspondem ao esperado, sem conhecer a implementação. É a definição clássica da técnica, também chamada de teste funcional ou comportamental.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não existe um "simulador especial denominado Black Box". O termo "caixa preta" é uma metáfora para a abordagem de teste que ignora a estrutura interna, mas não há um simulador específico com esse nome. A alternativa inventa um conceito que não corresponde a nenhuma técnica ou ferramenta real de teste de software.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A repetição de cada teste por pelo menos três vezes e a comparação dos resultados não é uma característica do teste de caixa preta. Essa prática pode ser associada a testes de robustez ou a procedimentos de verificação de consistência, mas não define a técnica de caixa preta. A caixa preta se define pela abordagem de entradas e saídas, não pela quantidade de repetições.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o teste de caixa branca (ou estrutural), que verifica a correção dos comandos de desvio (if, else, switch, loops) existentes internamente ao código. O teste de caixa branca analisa a estrutura interna do programa, os fluxos de controle e de dados, e é exatamente o oposto da caixa preta, que não considera a estrutura interna.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A execução de testes para todos os valores possíveis para cada variável é o chamado teste exaustivo, que é impraticável na maioria dos casos, pois o número de combinações de entradas é infinito ou extremamente grande. O teste de caixa preta utiliza técnicas como particionamento de equivalência e análise de valor limite para selecionar um conjunto representativo de casos de teste, sem a necessidade de testar todos os valores possíveis.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os conceitos de caixa preta e caixa branca. A alternativa D é a armadilha clássica: ela descreve o teste de caixa branca (verificar comandos de desvio internos) como se fosse caixa preta. Lembre-se: caixa preta = entradas e saídas, sem olhar o código; caixa branca = estrutura interna, código, fluxos. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar na prova, pergunte-se: "o teste considera a estrutura interna do código?" Se sim, é caixa branca; se não, é caixa preta. Associe caixa preta a "funcional" e caixa branca a "estrutural". Memorize as principais técnicas de cada uma: caixa preta → particionamento de equivalência, análise de valor limite, tabela de decisão; caixa branca → cobertura de comandos, cobertura de decisão, cobertura de caminhos.

Gabarito: letra A

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