Questão de Engenharia de Software — Análise Estruturada — VUNESP 2024
- Código
- vu212231
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- EsFCEx
- Ano
- 2024
- Cargo
- CFO/QC ( )
- Acontexto.
- Bobjetos.
- Cinterface.
- Darquitetura.
- Echaveamento.
GabaritoA — contexto.
Gabarito: letra A. O Diagrama de Fluxo de Dados (DFD) é uma ferramenta da análise estruturada que representa o fluxo de dados de um sistema por meio de níveis de refinamento; o nível mais alto, denominado nível 0, é chamado de diagrama de contexto, pois apresenta o sistema como um todo, em interação com entidades externas. Essa é a nomenclatura consagrada na literatura de engenharia de software, como em Yourdon e Gane & Sarson.
O DFD é um dos principais artefatos da análise estruturada, metodologia que busca modelar o sistema a partir de seus processos, fluxos de dados, depósitos de dados e entidades externas. A ideia central é representar o sistema como uma rede de transformações de dados, em que cada processo recebe dados de entrada, processa e gera dados de saída. Para lidar com a complexidade, o DFD é construído de forma hierárquica, partindo de uma visão mais abstrata até o detalhamento dos processos.
O diagrama de contexto é o nível mais alto dessa hierarquia (nível 0). Ele mostra o sistema inteiro como um único processo (geralmente um círculo ou retângulo arredondado), conectado às entidades externas (pessoas, organizações ou outros sistemas) que interagem com ele, e aos fluxos de dados que entram e saem. É uma visão de "caixa-preta": não se detalha o que acontece internamente, apenas o relacionamento do sistema com o ambiente. A partir dele, o analista decompõe o processo principal em subprocessos, gerando o DFD de nível 1, e assim sucessivamente, até que cada processo esteja suficientemente detalhado.
A banca explora exatamente a nomenclatura desse nível inicial. O termo "contexto" é o consagrado: o diagrama de contexto mostra o sistema em seu contexto ambiental, ou seja, em relação às entidades externas. As demais alternativas (objetos, interface, arquitetura, chaveamento) são distratores que remetem a outros conceitos da engenharia de software, mas não à denominação do nível 0 do DFD.
Para fixar: o DFD é uma ferramenta da análise estruturada, e o diagrama de contexto é o seu nível 0, que representa o sistema como um todo, em interação com o ambiente externo. É essa a terminologia que a banca cobra.
O diagrama de contexto é exatamente o nome dado ao nível 0 do DFD. Ele apresenta o sistema como um único processo, mostrando suas interações com entidades externas (atores, sistemas vizinhos) e os fluxos de dados que entram e saem. É a visão mais abstrata do sistema, que serve de ponto de partida para a decomposição em níveis mais detalhados.
"Objetos" é um termo associado ao paradigma de orientação a objetos, não à análise estruturada. No DFD, não há objetos; há processos, fluxos, depósitos e entidades externas. O diagrama de contexto não é chamado de "diagrama de objetos".
"Interface" refere-se à interação entre o sistema e o usuário ou entre componentes, mas não é a denominação do nível 0 do DFD. O diagrama de contexto mostra as fronteiras do sistema com o ambiente, mas o termo técnico consagrado é "contexto", não "interface".
"Arquitetura" diz respeito à estrutura de componentes do sistema, suas relações e princípios de design. Embora o diagrama de contexto possa ser usado como um modelo de arquitetura, o nome específico do nível 0 do DFD é "diagrama de contexto", não "diagrama de arquitetura".
"Chaveamento" é um termo usado em redes de computadores (comutação de pacotes, por exemplo) e não tem relação com a nomenclatura dos níveis do DFD. Não há nenhum conceito de "chaveamento" na análise estruturada.
Gabarito: letra A
Link permanente: /questoes/vu212231