Questão de Redes de Computadores — Cabeamento e Meios de Transmissão — VUNESP 2024
Redes de Computadores›Cabeamento e Meios de Transmissão
Código
vu212336
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Aparecida (SP)
Ano
2024
Cargo
Tec TI ( )
Um técnico de informática recebeu a atribuição de instalar uma nova placa de vídeo em um microcomputador. Por medidas de segurança, deve-se, em primeiro lugar, desligar o microcomputador da rede elétrica. Em segundo lugar, é importante tomar cuidado com a energia eletrostática, problema este que pode ser equacionado
Ailuminando-se amplamente o ambiente com lâmpadas de LED.
Btocando-se, previamente, em um objetivo metálico que não esteja em contato com o solo.
Ctocando-se, previamente, em um objeto feito de plástico.
Dutilizando-se uma jaqueta confeccionada com couro animal.
Eutilizando-se uma pulseira própria para essa finalidade.
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GabaritoE — utilizando-se uma pulseira própria para essa finalidade.
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Proteção contra descargas eletrostáticas (ESD) na manutenção de hardware
Gabarito: letra E. Para equacionar o problema da energia eletrostática (ESD) ao instalar uma placa de vídeo, o técnico deve utilizar uma pulseira antiestática, que descarrega a eletricidade estática do corpo de forma segura para o aterramento, protegendo os componentes eletrônicos sensíveis. As demais alternativas apresentam procedimentos ineficazes ou até prejudiciais, como tocar em objetos metálicos não aterrados ou em plásticos, que não eliminam a carga estática.
A energia eletrostática (ESD – Electrostatic Discharge) é a transferência súbita de carga elétrica entre dois corpos com potenciais diferentes. No contexto da manutenção de computadores, o corpo humano pode acumular cargas estáticas ao caminhar sobre carpetes, vestir roupas sintéticas ou até mesmo ao mover o próprio equipamento. Ao tocar em componentes eletrônicos sensíveis, como a placa de vídeo, a memória RAM ou o processador, essa carga pode ser descarregada, causando danos invisíveis e permanentes aos circuitos integrados. Por isso, a prevenção da ESD é uma prática fundamental em qualquer serviço de hardware.
A solução clássica e eficaz é o uso de uma pulseira antiestática (também chamada de wrist strap), que consiste em uma tira de material condutor presa ao pulso do técnico e conectada, por meio de um fio com resistor de segurança, a um ponto de aterramento (como o chassi do computador ou uma tomada aterrada). Essa pulseira equaliza o potencial elétrico entre o corpo do técnico e o equipamento, evitando que uma descarga ocorra no momento do contato. O resistor embutido (geralmente 1 MΩ) protege o técnico contra choques elétricos caso ele toque em partes energizadas, limitando a corrente que passaria pelo corpo.
Outras medidas complementares incluem o uso de tapetes antiestáticos, a umidificação do ambiente e a manipulação dos componentes pelas bordas, evitando tocar nos contatos dourados. No entanto, a pulseira é o dispositivo mais direto e amplamente reconhecido para essa finalidade, sendo o item que a banca espera como resposta.
A pegadinha desta questão está em confundir procedimentos que parecem razoáveis, mas que não resolvem o problema da ESD. Por exemplo, tocar em um objeto metálico não aterrado não descarrega a carga, pois o objeto não oferece um caminho para a terra; tocar em plástico, que é isolante, não transfere a carga; e iluminar o ambiente ou usar couro não tem relação com a dissipação de estática. A banca explora exatamente essa confusão entre o que é intuitivo (tocar em algo metálico) e o que é tecnicamente correto (usar um dispositivo de aterramento).
Guarde o critério decisivo: a proteção contra ESD exige um caminho para a terra. Qualquer alternativa que não ofereça esse caminho (objeto não aterrado, isolante, ou sem contato com o solo) está incorreta. É com esse critério que vamos analisar cada alternativa.
Proteção contra ESD: Requisito essencial (Caminho para a terra); Método correto (Pulseira antiestática (aterrada)); Métodos ineficazes (Objeto metálico não aterrado, Plástico (isolante), Iluminação LED, Jaqueta de couro)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Iluminar o ambiente com lâmpadas de LED não tem relação com a dissipação de cargas eletrostáticas. A iluminação não altera o acúmulo de estática no corpo do técnico nem oferece um caminho de aterramento. Na verdade, ambientes muito secos e com iluminação artificial podem até favorecer o acúmulo de cargas, mas a luz em si não é um método de proteção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Tocar em um objeto metálico que não esteja em contato com o solo é ineficaz. Para que a carga seja dissipada, o objeto precisa estar aterrado, ou seja, conectado à terra. Um objeto metálico isolado (como uma mesa de metal sobre piso de madeira) não oferece caminho para a descarga, pois a carga não tem para onde ir. A alternativa correta seria tocar em um objeto metálico aterrado, como o chassi do computador conectado à tomada com terra.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Tocar em um objeto feito de plástico é inútil para dissipar a estática, pois o plástico é um material isolante, ou seja, não conduz eletricidade. A carga permanece no corpo do técnico, e o risco de descarga nos componentes continua. Além disso, o atrito com plásticos pode até gerar mais carga estática, agravando o problema.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Usar uma jaqueta de couro animal não oferece proteção contra ESD. O couro é um material que pode acumular carga estática, e a jaqueta não está conectada a nenhum aterramento. Na prática, roupas de materiais sintéticos ou até mesmo couro podem gerar atrito e aumentar o acúmulo de cargas, sendo recomendado o uso de roupas de algodão e, principalmente, a pulseira antiestática.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pulseira antiestática é o dispositivo projetado especificamente para prevenir danos por ESD. Ela é conectada ao pulso do técnico e aterrada, equalizando o potencial elétrico entre o corpo e o equipamento. Dessa forma, qualquer carga acumulada é dissipada com segurança, sem causar descarga nos componentes eletrônicos. É o procedimento padrão em manutenção de hardware e a resposta correta para a questão.