O esgoto urbano gerado na região da grande São Paulo, quando não tratado e despejado indevidamente no Rio Tietê, polui e afeta as cidades que estão a mais de 400 de quilômetros da capital. A fotografia mostra um processo ecológico ambiental que é efeito da poluição nas águas do rio Tietê, na cidade de Sabino (SP). O processo ecológico ambiental mostrado na fotografia, causado pelo despejo de esgoto nas águas do rio Tietê,
Aé a eutrofização, caracterizada pela proliferação excessiva de algas.
Bocorre em função do excesso oxigênio gerado pela fotossíntese das algas.
Cé a lixiviação, caracterizada pela rápida contaminação de algas talosas.
Docorre devido à alteração do pH da água do rio, o que resulta na proliferação de algas.
Eé o assoreamento, caracterizado pela superpopulação de algas lodosas do fundo do rio.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — é a eutrofização, caracterizada pela proliferação excessiva de algas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Eutrofização: o processo ecológico da poluição por esgoto
Gabarito: letra A. O despejo de esgoto doméstico (rico em matéria orgânica e nutrientes como nitrogênio e fósforo) em um corpo d'água desencadeia a eutrofização, processo caracterizado pela proliferação excessiva de algas — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas trocam o processo (lixiviação, assoreamento) ou a causa (excesso de oxigênio, alteração de pH), todas incorretas frente ao conceito ecológico clássico.
A eutrofização é um fenômeno de poluição hídrica que ocorre quando há um aporte excessivo de nutrientes — principalmente fosfatos e nitratos — em um ecossistema aquático. Esses nutrientes vêm, em grande parte, do esgoto doméstico não tratado, que contém matéria orgânica e resíduos de produtos de limpeza, e também da agricultura (fertilizantes). O excesso de nutrientes funciona como um "adubo" para as algas e cianobactérias, que se multiplicam descontroladamente, formando uma camada densa na superfície da água — o que se vê na fotografia do Rio Tietê.
O processo não para na proliferação de algas. Quando essas algas morrem, elas afundam e são decompostas por bactérias aeróbicas, que consomem o oxigênio dissolvido na água em grande quantidade. Isso leva à deficiência de oxigênio (hipóxia ou anoxia), causando a morte de peixes e outros organismos aeróbicos. Em casos extremos, a água fica com odor desagradável e aspecto turvo, e o ecossistema entra em colapso. É um ciclo: nutrientes → algas → morte das algas → decomposição → consumo de O₂ → morte de peixes.
A pegadinha da banca está em confundir a causa com a consequência. A eutrofização é causada pelo excesso de nutrientes (não de oxigênio), e a proliferação de algas é a consequência visível. A alternativa B inverte essa lógica ao afirmar que o processo ocorre pelo "excesso de oxigênio gerado pela fotossíntese das algas" — na verdade, o excesso de algas leva à diminuição do oxigênio após a morte delas. A alternativa D também erra ao atribuir a proliferação à "alteração do pH", que é uma consequência secundária, não a causa primária. Já as alternativas C e E trocam o processo: lixiviação é a lavagem do solo pela água da chuva, e assoreamento é o acúmulo de sedimentos no fundo do rio — nenhum dos dois é o que a fotografia mostra.
Para fixar: a eutrofização é um processo de enriquecimento por nutrientes que leva ao crescimento descontrolado de algas. É o que acontece no Rio Tietê e em muitos lagos urbanos. Guarde a sequência: esgoto → nutrientes (N e P) → proliferação de algas → morte das algas → decomposição → consumo de O₂ → morte de peixes. É essa cadeia que a banca explora, e é nela que as alternativas se dividem.
1Esgoto (nutrientes N e P)
2Proliferação de algas
3Morte das algas
4Decomposição (consome O₂)
5Morte de peixes
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa define corretamente a eutrofização como a "proliferação excessiva de algas" causada pelo despejo de esgoto. O esgoto é rico em nutrientes (nitratos e fosfatos), que funcionam como fertilizantes para as algas, que se multiplicam rapidamente. É exatamente o processo ecológico mostrado na fotografia do Rio Tietê.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o processo ocorre pelo "excesso de oxigênio gerado pela fotossíntese das algas". Isso é um erro conceitual: a eutrofização é causada pelo excesso de nutrientes, não de oxigênio. Além disso, o excesso de algas leva à diminuição do oxigênio dissolvido após a morte e decomposição delas, causando a morte de peixes — o oposto do que a alternativa sugere.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Troca o processo: lixiviação é a remoção de nutrientes e minerais do solo pela água da chuva, que os carrega para os corpos d'água. Embora a lixiviação possa contribuir para a eutrofização (ao levar fertilizantes para os rios), ela não é o processo ecológico mostrado na fotografia, que é a proliferação de algas na água. Além disso, "algas talosas" não é uma característica definidora do processo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Atribui a proliferação de algas à "alteração do pH da água". A alteração do pH pode ser uma consequência da eutrofização (devido à atividade metabólica das algas e à decomposição), mas não é a causa primária. A causa é o excesso de nutrientes (nitrogênio e fósforo) provenientes do esgoto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Troca o processo: assoreamento é o acúmulo de sedimentos (areia, terra, lodo) no fundo de um rio ou lago, que reduz a profundidade e pode obstruir o curso d'água. Não é o que a fotografia mostra, que é a proliferação de algas na superfície. A expressão "algas lodosas do fundo do rio" também não corresponde ao fenômeno da eutrofização, que ocorre principalmente na superfície.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a relação de causa e consequência. Aqui, ela troca a causa (excesso de nutrientes) pela consequência (proliferação de algas) e ainda sugere que o oxigênio é o vilão, quando na verdade ele é a vítima — o excesso de algas consome o oxigênio após a morte delas. Fique atento: eutrofização = excesso de nutrientes → excesso de algas → falta de O₂. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas B e D na hora. 💪