Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu213244
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FICSAE
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )
- Aovíparas.
- Bvivíparas.
- Cmarsupiais.
- Dmonotremadas.
- Eovovivíparas.
GabaritoE — ovovivíparas.
Gabarito: letra E. A jararaca é ovovivípara: o embrião se desenvolve dentro de um ovo que permanece retido no corpo da fêmea até a eclosão, alimentando-se exclusivamente das reservas nutritivas do próprio ovo — e não de nutrientes fornecidos diretamente pelo organismo materno, como ocorre na viviparidade verdadeira. O enunciado descreve exatamente esse padrão: "ovos que permanecem no interior do corpo da fêmea até a eclosão de filhotes já completamente formados".
A classificação dos animais quanto ao desenvolvimento embrionário é um dos temas mais cobrados em Biologia, e a chave para acertar está em onde o embrião se desenvolve e de onde ele tira o alimento. São três categorias principais, e a confusão entre elas é a pegadinha clássica da banca.
Ovíparos são os animais cujos ovos se desenvolvem fora do corpo da fêmea. A fêmea produz e elimina ovos com nutrientes suficientes para o desenvolvimento embrionário, que ocorre no ambiente externo. São exemplos: a maioria dos peixes, anfíbios, répteis (como o jabuti e a maioria das cobras), todas as aves e os mamíferos monotremados (ornitorrinco e equidna).
Vivíparos são os animais cujos embriões se desenvolvem dentro do corpo da fêmea, alimentando-se de substâncias fornecidas diretamente pelo organismo materno — em geral, através da placenta. O embrião não depende das reservas do ovo, mas do aporte contínuo de nutrientes da mãe. São exemplos: a maioria dos mamíferos (cachorro, baleia, ser humano) e alguns peixes e répteis.
Ovovivíparos são o caso intermediário: o embrião se desenvolve dentro de um ovo que permanece retido no corpo da fêmea, mas se alimenta exclusivamente das reservas nutritivas armazenadas no próprio ovo (o vitelo). A fêmea apenas "abriga" o ovo, protegendo-o, mas não fornece nutrientes diretamente ao embrião. É o caso da jararaca, de algumas outras serpentes, de certos peixes e de alguns anfíbios.
A distinção crucial, portanto, é o critério nutricional: na ovoviviparidade o embrião usa o vitelo do ovo; na viviparidade ele usa nutrientes maternos. A banca explora exatamente essa fronteira — o aluno que vê "desenvolvimento dentro do corpo da fêmea" e marca vivípara comete o erro clássico, ignorando que o enunciado diz que o embrião está dentro de ovos e que a alimentação é pelas reservas do ovo.
Para fixar, veja a comparação:
Critério | Ovíparo | Ovovivíparo | Vivíparo |
|---|---|---|---|
Local do desenvolvimento | Fora do corpo da fêmea | Dentro do corpo da fêmea (em ovo retido) | Dentro do corpo da fêmea |
Fonte de nutrientes | Reservas do ovo (vitelo) | Reservas do ovo (vitelo) | Organismo materno (placenta, em geral) |
Exemplos | Aves, maioria dos répteis, monotremados | Jararaca, algumas serpentes e peixes | Mamíferos placentários, alguns répteis |
Guarde esse critério — local do desenvolvimento × fonte de nutrientes — porque é exatamente nele que as alternativas desta questão se separam.
Ovíparos têm o desenvolvimento embrionário fora do corpo da fêmea, com a postura dos ovos no ambiente. A jararaca retém os ovos no interior do corpo até a eclosão, o que a exclui dessa categoria. A banca oferece essa alternativa para o aluno que se fixa apenas no fato de o embrião estar "em um ovo", ignorando o local do desenvolvimento.
Vivíparos têm o embrião desenvolvendo-se dentro do corpo da fêmea, mas alimentando-se de nutrientes fornecidos diretamente pelo organismo materno (em geral via placenta). A jararaca não se enquadra: o enunciado afirma que o embrião está dentro de ovos e se alimenta das reservas do próprio ovo. Esta é a pegadinha central — o aluno que lê "desenvolvimento dentro do corpo da fêmea" e marca vivípara sem atentar para o critério nutricional.
Marsupiais são uma subclasse de mamíferos (como gambás e cangurus) cujo desenvolvimento embrionário começa no trato reprodutor feminino, mas os filhotes nascem precocemente e completam o desenvolvimento no marsúpio, uma bolsa externa de pele, alimentando-se de leite. A jararaca é um réptil, não um mamífero, e não apresenta marsúpio.
Monotremados são mamíferos ovíparos (ornitorrinco e equidna) que botam ovos com desenvolvimento embrionário fora do corpo da mãe. A jararaca não é mamífero e retém os ovos internamente, o que a afasta dessa classificação.
A jararaca é ovovivípara: o embrião se desenvolve dentro de um ovo que permanece retido no corpo da fêmea até a eclosão, alimentando-se exclusivamente das reservas nutritivas do próprio ovo. O enunciado descreve precisamente esse padrão — "ovos que permanecem no interior do corpo da fêmea até a eclosão de filhotes já completamente formados" —, o que caracteriza a ovoviviparidade.
A banca explora a confusão entre viviparidade e ovoviviparidade. O aluno que lê "desenvolvimento dentro do corpo da fêmea" e marca vivípara (letra B) cai na armadilha. O detalhe que decide é a fonte de nutrientes: na ovoviviparidade, o embrião usa as reservas do ovo (vitelo); na viviparidade, usa nutrientes fornecidos diretamente pela mãe. O enunciado diz "dentro de ovos" — isso é a pista decisiva.
Na prova, monte um fluxo mental rápido: (1) o embrião está dentro ou fora do corpo da fêmea? (2) Se dentro, ele se alimenta do vitelo do ovo ou de nutrientes maternos? Se for do vitelo → ovovivíparo; se for da mãe → vivíparo. Esse critério duplo resolve qualquer questão sobre o tema.
Gabarito: letra E — ovovivíparas.
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