O manguezal é um ecossistema de transição que se estabelece entre os ambientes terrestre e marinho. No Brasil, ele se distribui do Amapá até a região Sul. Embora seja um ambiente de alta produtividade, apresenta baixa diversidade de espécies vegetais devido às condições extremas que exigem adaptações especializadas dos organismos que ali habitam. A figura a seguir representa vegetais desse ambiente.
Com relação às adaptações das plantas para viverem nesse ambiente, a associação correta entre a estrutura e suas características está correta em:
Apropágulos, que são esporos originados após polinização pelas aves e que germinam no caule das plantas.
Brizóforos, raízes que apresentam geotropismo negativo e que fornecem sustentação e fixação em solo instável.
Cpneumatóforos, raízes que crescem para cima do solo, que é pobre em oxigênio, e que auxiliam a respiração da raiz.
Dlenticelas, que são aberturas encontradas nos haustórios e que são responsáveis pelas trocas gasosas.
Eglândulas de sal, estruturas localizadas nos pecíolos, especializadas na reabsorção de excesso de sal eliminado.
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GabaritoC — pneumatóforos, raízes que crescem para cima do solo, que é pobre em oxigênio, e que auxiliam a respiração da raiz.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Adaptações das plantas de manguezal
Gabarito: letra C. Os pneumatóforos são raízes especializadas que crescem verticalmente para cima, emergindo do solo lodoso e pobre em oxigênio, e atuam na respiração da raiz, permitindo a obtenção do gás oxigênio necessário à sobrevivência da planta no ambiente alagado. Essa é a associação correta entre a estrutura e sua característica, conforme descrito no material de apoio sobre o manguezal.
O manguezal é um ecossistema de transição entre os ambientes terrestre e marinho, caracterizado por solo lodoso, salgado e frequentemente alagado pela maré. Essas condições extremas — alta salinidade, solo instável e pobre em oxigênio — exigem adaptações morfológicas e fisiológicas especializadas nas plantas que ali vivem. As principais espécies vegetais do mangue brasileiro são o mangue-bravo (Rhizophora mangle), o mangue-manso (Laguncularia racemosa) e espécies do gênero Avicennia, cada uma com estratégias adaptativas próprias.
Entre as adaptações mais conhecidas estão os rizóforos (raízes-escora que partem do tronco e dos ramos, garantindo sustentação em solo instável), os pneumatóforos (raízes que crescem eretas, emergindo do solo alagado para realizar trocas gasosas), as glândulas de sal (que eliminam o excesso de sal absorvido) e os propágulos (estruturas de dispersão das sementes, que germinam ainda na planta-mãe). Cada uma dessas estruturas desempenha um papel crucial na sobrevivência da planta nesse ambiente hostil.
A banca explora justamente a confusão entre essas estruturas, trocando suas funções ou características. Para acertar, é fundamental conhecer a função específica de cada adaptação e associá-la corretamente ao ambiente em que a planta vive. A alternativa correta é a que descreve com precisão a função dos pneumatóforos, que são raízes que crescem para cima do solo, pobre em oxigênio, e que auxiliam a respiração da raiz.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar as adaptações do manguezal, associe cada estrutura à sua função: pneumatóforos = respiração (crescem para cima, fora do solo alagado); rizóforos = sustentação (raízes-escora); glândulas de sal = eliminação do excesso de sal; propágulos = dispersão e germinação na planta-mãe. Essa associação direta é o que a banca cobra.
Adaptações do manguezal: Rizóforos (Raízes-escora, Geotropismo positivo (crescem para baixo), Sustentação em solo instável); Pneumatóforos (Crescem para cima (fora do solo alagado), Trocas gasosas / respiração da raiz); Glândulas de sal (Localizadas nas folhas, Eliminam excesso de sal); Propágulos (Dispersão de sementes, Germinam na planta-mãe)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que os propágulos são esporos originados após polinização pelas aves e que germinam no caule das plantas. Isso está incorreto: os propágulos são estruturas de dispersão das sementes de angiospermas, como o mangue, e não esporos. Além disso, a polinização não é realizada por aves nesse contexto, e a germinação ocorre na planta-mãe, não no caule. A confusão aqui é entre propágulos (estrutura de dispersão de sementes) e esporos (estrutura de reprodução de plantas avasculares e vasculares sem sementes).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que os rizóforos são raízes que apresentam geotropismo negativo e que fornecem sustentação e fixação em solo instável. O erro está no geotropismo negativo: os rizóforos são raízes-escora que crescem para baixo, em direção ao solo, apresentando geotropismo positivo. Eles fornecem sustentação e fixação, mas a característica do geotropismo está invertida. A banca troca o sentido do crescimento da raiz.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente os pneumatóforos: raízes que crescem para cima do solo, que é pobre em oxigênio, e que auxiliam a respiração da raiz. Essa é a função exata dos pneumatóforos, presentes em espécies como Avicennia. Eles emergem do solo alagado para realizar trocas gasosas, garantindo a obtenção de oxigênio necessário à respiração das raízes submersas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as lenticelas são aberturas encontradas nos haustórios e que são responsáveis pelas trocas gasosas. O erro está na localização: as lenticelas são estruturas presentes nos caules e raízes de plantas lenhosas, responsáveis pelas trocas gasosas, mas não estão associadas aos haustórios, que são estruturas de absorção de nutrientes de plantas parasitas. A banca confunde a localização das lenticelas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as glândulas de sal são estruturas localizadas nos pecíolos, especializadas na reabsorção de excesso de sal eliminado. O erro está na localização e na função: as glândulas de sal estão localizadas nas folhas, não nos pecíolos, e são responsáveis pela eliminação do excesso de sal, não pela reabsorção. A banca troca a localização e inverte a função da estrutura.