Questão de História — Exploração da Cana de Açúcar (Brasil Colônia) — VUNESP 2025
HistóriaExploração da Cana de Açúcar (Brasil Colônia)
- Código
- vu216508
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIFIMES
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )
Podemos calcular que um turno de trabalho em um engenho açucareiro do Brasil colonial demandava no mínimo sete a oito cativos na casa da moenda para trazer a cana, passá-la pelos tambores, levar embora o bagaço, cuidar das candeias e da roda d’água e levar o caldo às caldeiras; quatro a seis escravizados para alimentar as fornalhas; quatro caldeireiros, quatro tacheiros e duas mulheres para cuidar das candeias e transportar as escumas; na casa de purgar, quatro purgadeiras, dois homens para carregar as fôrmas e um para preparar o barro; e, finalmente, cerca de doze escravizados nas atividades de acondicionamento. Portanto, só para os processos de moagem e cozimento eram necessários aproximadamente vinte a 25 cativos em cada turno. Adicionalmente, escravizados às vezes também ocupavam funções de supervisão. Nos engenhos maiores, com força escrava de cem adultos, eram possíveis três turnos, e alguns aparentemente permitiam que um turno tivesse folga noite sim, noite não. (Stuart B. Schwartz. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835, 1988. Adaptado.) O excerto demonstra uma
- Adivisão social do trabalho fundamentada pelas aptidões dos escravizados.
- Bpotencialidade constante para o incremento da produção açucareira.
- Corganização das etapas produtivas nos engenhos açucareiros.
- Darbitrariedade na administração da mão de obra escravizada dos engenhos.
- Edificuldade no controle das populações escravizadas nos engenhos.