Questão de Português — Sujeito — VUNESP 2025
- Código
- vu218307
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- CEFSA
- Ano
- 2025
- Cargo
- CA ( )

- Aoculto.
- Binexistente.
- Cdeterminado.
- Dindeterminado.

GabaritoD — indeterminado.
Gabarito: letra D. A forma verbal “arrombaram” está na 3ª pessoa do plural e, no contexto da tira, não é possível identificar quem praticou a ação — por isso o sujeito é indeterminado. A pista decisiva é que o verbo está no plural sem referência a um agente específico, e o contexto não permite recuperá-lo, como se lê na tira: “Arrombaram a porta” (ou expressão equivalente).
O enunciado pergunta a que tipo de sujeito a ação de “arrombaram” pode ser atribuída. Isso é uma questão de classificação do sujeito — um tópico de sintaxe. Você precisa saber distinguir os tipos de sujeito: determinado (explícito ou oculto), indeterminado e inexistente. A banca quer que você identifique, no contexto da tira, se o agente é identificável ou não.
A tira mostra uma situação em que alguém arromba uma porta, mas não se diz quem. O verbo “arrombaram” está na 3ª pessoa do plural, mas não há um termo explícito que funcione como sujeito, e o contexto não permite saber quem são os agentes. Isso é o caso clássico de sujeito indeterminado: o verbo está no plural, mas a identidade do sujeito é desconhecida ou irrelevante.
Para classificar o sujeito, pergunte: é possível identificar quem pratica a ação?
Se sim, o sujeito é determinado (pode ser simples, composto ou oculto).
Se não, e o verbo está na 3ª pessoa do plural sem referência contextual, o sujeito é indeterminado.
Se não há sujeito possível (verbos impessoais como “chover”, “haver” no sentido de existir), o sujeito é inexistente.
No caso de “arrombaram”, o verbo está na 3ª pessoa do plural, mas não há como saber quem arrombou — nem pelo contexto da tira. Portanto, indeterminado.
Desconfie de verbos na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito: se o contexto não permite identificar o agente, é indeterminado; se o contexto permite (ex.: “Os meninos chegaram e arrombaram a porta”), é oculto.
Oculto (ou desinencial) é o sujeito que não está explícito, mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo contexto. Exemplo: “Estudamos muito ontem” — o sujeito é “nós”, identificado pela terminação “-mos”. Na tira, “arrombaram” está na 3ª pessoa do plural, mas não há como saber quem são os agentes — o contexto não os revela. Portanto, não é oculto.
Inexistente é o sujeito de orações com verbos impessoais (fenômenos da natureza, “haver” no sentido de existir, “fazer” indicando tempo). Exemplo: “Choveu muito”. “Arrombar” é um verbo transitivo direto que exige um agente — a ação de arrombar é praticada por alguém. Logo, há sujeito, ainda que indeterminado. Não é inexistente.
Determinado é o sujeito que pode ser identificado com precisão, seja explícito (“O ladrão arrombou a porta”) ou oculto (“Arrombamos a porta” — sujeito “nós”). Na tira, não há como identificar quem arrombou — o agente é desconhecido. Portanto, não é determinado.
Indeterminado é o sujeito que não se pode identificar, nem pela desinência verbal, nem pelo contexto. Um dos casos é exatamente o verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito: “Arrombaram a porta” — quem arrombou? Não se sabe. É o que ocorre na tira. A banca explora a confusão com o sujeito oculto, mas a diferença é clara: no oculto, o contexto permite identificar; no indeterminado, não.
A banca tenta confundir sujeito oculto com indeterminado. Ambos podem ter verbo na 3ª pessoa do plural, mas o oculto é recuperável pelo contexto (ex.: “Os meninos chegaram e arrombaram a porta” — sujeito oculto “eles”), enquanto o indeterminado não permite essa recuperação.
A resposta é a letra D, pois “arrombaram” está na 3ª pessoa do plural e o contexto da tira não permite identificar o agente — caracterizando sujeito indeterminado. Lembre-se: sujeito indeterminado = não se sabe quem pratica a ação; sujeito oculto = sabe-se pelo contexto; sujeito inexistente = não há agente possível.
Gabarito: letra D
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