Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem — VUNESP 2025

PortuguêsElementos da Comunicação e Funções da Linguagem
Código
vu218766
Banca
VUNESP
Órgão
CEFSA
Ano
2025
Cargo
CA ( )
Leia a tira a seguir para responder a questão a seguir:   (Mort Walker, Recruta Zero. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. Adaptado)   No contexto em que foi empregada, a frase “É contagioso! Você não devia estar aqui!” (1º quadro) funciona comoImagem associada para resolução da questão
  1. Auma advertência.
  2. Buma coação.
  3. Cum desafio.
  4. Duma injúria.
  5. Euma brincadeira.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — uma advertência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função da linguagem na tira: advertência e o imperativo

Gabarito: letra A. A frase “É contagioso! Você não devia estar aqui!” funciona como uma advertência, pois o emissor alerta o interlocutor sobre um perigo (a contaminação) e o orienta a se afastar. A pista decisiva está no verbo “devia” (no sentido de obrigação/conselho) e no contexto da tira, em que o personagem alerta o outro sobre um risco iminente.

O comando da questão

O enunciado pede que se identifique a função da frase no contexto da tira — ou seja, qual é a intenção comunicativa do emissor ao proferi-la. Não se trata de classificar a função da linguagem (referencial, conativa etc.), mas de reconhecer o ato de fala: o que o personagem faz com aquelas palavras. A pergunta é de interpretação de texto, e a resposta deve ser ancorada no efeito que a frase produz sobre o interlocutor.

O texto e o movimento argumentativo

Na tira, o personagem diz que algo é “contagioso” e que o outro “não devia estar ali”. A palavra “contagioso” remete a uma doença ou condição que se transmite — um perigo real. O verbo “devia”, no pretérito imperfeito do indicativo, expressa uma obrigação moral ou prudencial: o interlocutor não deveria estar naquele lugar. A combinação desses elementos gera um alerta: o emissor avisa o outro do risco e o orienta a sair. Isso é exatamente o que caracteriza uma advertência: um aviso de perigo com recomendação de conduta.

A técnica que decide

Para distinguir as alternativas, é preciso observar o efeito pretendido sobre o interlocutor:

  • Advertência: alerta sobre um perigo e orienta a evitá-lo (é o caso).

  • Coação: uso de ameaça ou força para obrigar alguém a fazer algo (não há ameaça aqui).

  • Desafio: provocação para que alguém faça algo (não há convite à ação).

  • Injúria: ofensa à dignidade de alguém (não há xingamento).

  • Brincadeira: tom jocoso, sem intenção séria (o contexto é de alerta, não de humor).

A frase não contém ameaça, provocação, ofensa ou tom de piada. Ela alerta sobre um risco e recomenda que o interlocutor se afaste — o que é a essência da advertência.

1Advertência
Alerta sobre perigo
Recomenda afastamento
2Coação
Sem ameaça ou força
3Desafio
Sem provocação
4Injúria
Sem ofensa
5Brincadeira
Sem tom jocoso
Ato de fala na tira
LEVELsoulevel.com.br
Ato de fala na tira: Advertência (Alerta sobre perigo, Recomenda afastamento); Coação (Sem ameaça ou força); Desafio (Sem provocação); Injúria (Sem ofensa); Brincadeira (Sem tom jocoso)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase funciona como advertência porque o emissor alerta o interlocutor sobre um perigo (o caráter contagioso) e o orienta a não permanecer ali. O verbo “devia” expressa uma recomendação prudencial, e o contexto da tira confirma o tom de alerta. Não há outra alternativa que capture essa intenção.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Coação implica ameaça ou uso de força para obrigar alguém a agir. Na frase, não há ameaça — apenas um alerta sobre um risco. O emissor não está coagindo o interlocutor; está avisando-o de um perigo. A alternativa extrapola o sentido do texto ao atribuir uma intimidação que não existe.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Desafio é uma provocação que convida o interlocutor a realizar algo. A frase não convida a nada; ela recomenda que o interlocutor não esteja ali. Não há tom desafiador, mas sim de cuidado e prevenção. A alternativa troca o conceito: confunde alerta com provocação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Injúria é uma ofensa à dignidade de alguém. A frase não contém xingamento, menosprezo ou ataque pessoal. Ela se refere a uma condição (contágio) e a uma recomendação de conduta, não à pessoa do interlocutor. A alternativa contradiz o texto, pois atribui uma intenção ofensiva que não está presente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Brincadeira implica tom jocoso e ausência de seriedade. O contexto da tira, com a palavra “contagioso” e a recomendação de afastamento, indica um alerta sério, não uma piada. A alternativa tangencia o tema: foca no gênero (tira cômica) e ignora a intenção imediata da fala.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o gênero (tira de humor) e a intenção da fala. Mesmo em uma tira, a frase pode ter função séria — aqui, de alerta. A palavra “devia” é a chave: ela expressa recomendação, não ameaça, provocação ou ofensa.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar a função de uma fala, pergunte: o que o emissor quer que o interlocutor faça ou sinta? Se a resposta for “evitar um perigo”, é advertência. Se for “fazer algo por medo”, é coação. Se for “rir”, é brincadeira.

Gabarito: letra A — a única que captura a intenção de alerta e recomendação presente na frase.

Link permanente: /questoes/vu218766