Improbidade administrativa – classificação dos atos
Gabarito: letra A. Antônio (doação de bens sem formalidades) comete ato que causa prejuízo ao erário (art. 10); Carlos (negação de publicidade) atenta contra princípios (art. 11); João (uso de caminhão público para reforma pessoal) comete ato que importa enriquecimento ilícito (art. 9º, IV). A classificação decorre da Lei 8.429/1992, atualizada pela Lei 14.230/2021.
A Lei de Improbidade Administrativa divide os atos em três categorias: enriquecimento ilícito (art. 9º), dano ao erário (art. 10) e atentado contra os princípios (art. 11). O enquadramento correto exige a análise da conduta e seus efeitos.
Lei 8.429/1992:
Art. 10 – "Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (...)" (fonte canônica)
Art. 11 – "Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: (...)" (fonte canônica)
Análise das condutas
Antônio: Doou bens móveis do órgão a pessoa física sem as formalidades legais. Isso configura lesão ao erário, pois o patrimônio público é diminuído indevidamente. Enquadra-se no art. 10, que pune o desvio ou a perda patrimonial.
Carlos: Negou publicidade a atos oficiais sem motivação específica. Viola o princípio da publicidade, um dos pilares da administração pública. A conduta se subsume ao art. 11, que protege os princípios.
João: Utilizou caminhão público para transportar materiais para a reforma de sua residência. Isso caracteriza enriquecimento ilícito, pois obteve vantagem patrimonial indevida (uso gratuito do bem público). O art. 9º, IV, expressamente prevê: "utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei".
Alternativas
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta a classificação exata: Antônio → prejuízo ao erário; Carlos → atenta contra princípios; João → enriquecimento ilícito. Coerente com a lei.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao classificar o ato de Antônio como enriquecimento ilícito (na verdade é dano ao erário) e o de Carlos como prejuízo ao erário (é atentado aos princípios). Apenas João está correto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao classificar o ato de Antônio como enriquecimento ilícito (correto: dano ao erário). Carlos e João estão trocados?
Verificação: Afirma: Antônio → enriquecimento ilícito (errado); Carlos → atenta contra princípios (correto); João → prejuízo ao erário (errado). Incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma: Antônio → atenta contra princípios (errado); Carlos → enriquecimento ilícito (errado); João → prejuízo ao erário (errado). Três erros.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma: Antônio → prejuízo ao erário (correto); Carlos → enriquecimento ilícito (errado); João → atenta contra princípios (errado). Incorreta.
Conclusão: A correta classificação é a da alternativa A.
Conduta | Classificação | Artigo |
|---|
Antônio – doação de bens sem formalidades | Causa prejuízo ao erário | Art. 10 |
Carlos – negação de publicidade sem motivação | Atenta contra os princípios | Art. 11 |
João – uso de caminhão público para reforma pessoal | Importa enriquecimento ilícito | Art. 9º, IV |
MNEMÔNICOSUPER IRRES
SUSuspensão dos direitos políticosPERPerda da função públicaIIndisponibilidade dos bensRESRessarcimento ao erário
Gabarito: letra A.