Julgue o item a seguir, a respeito da legislação que trata de improbidade administrativa, defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos e acesso à informação.Considere que um agricultor familiar tenha solicitado isenção de taxa para emissão de um documento público, alegando baixa renda, mas o servidor público tenha se recusado a processar a solicitação até que o agricultor apresentasse declaração de renda autenticada, sob o argumento de que poderia haver fraude na informação fornecida. Nesse caso, a conduta do servidor está de acordo com a legislação e os princípios da administração pública.
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Improbidade administrativa e princípios da administração pública
❌ ERRADO. O servidor público agiu em desacordo com a legislação e os princípios administrativos. A recusa em processar a solicitação de isenção de taxa, exigindo declaração de renda autenticada sem previsão legal, viola os princípios da eficiência, moralidade e razoabilidade, além de configurar potencial ato de improbidade administrativa atentatório aos princípios (art. 11 da Lei 8.429/1992).
O agricultor familiar, ao alegar baixa renda, exerceu um direito subjetivo. O servidor, desconfiando de fraude, poderia adotar medidas de verificação, mas não poderia criar obstáculo burocrático não previsto em lei. A exigência de autenticação em cartório é desproporcional e pode dificultar o acesso ao serviço público, contrariando a finalidade da isenção.
A Lei de Improbidade Administrativa, em seu art. 11, considera ato de improbidade a violação aos princípios da administração pública, independentemente de dano ao erário ou enriquecimento ilícito. Entre as condutas vedadas está a prática de ato visando fim proibido em lei ou regulamento, ou diverso do previsto (art. 11, I). O servidor, ao impor exigência extra legal, desviou-se da finalidade legal do ato.
Ademais, o princípio da eficiência (art. 37, caput, CF) exige que a administração atue com rapidez e desburocratização, o que foi desrespeitado. O princípio da legalidade (art. 37, caput) impõe que a administração só faça o que a lei autoriza; no caso, não há lei autorizando a exigência de autenticação para processar a isenção.
Portanto, a conduta do servidor não está de acordo com a legislação e os princípios. ❌ ERRADO.