Questão de Engenharia de Software — Metodologia de desenvolvimento de software — FCC 2016
Engenharia de Software›Metodologia de desenvolvimento de software
Código
fc030364
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Teresina - PI
Ano
2016
Nível
Superior
Cargo
Analista Tecnológico - Analista de Sistemas
A equipe de Analistas de Sistemas da PRODATER reuniu-se para escolher uma metodologia de desenvolvimento capaz de atender às seguintes características do projeto e do cliente:− Satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada de software, em períodos curtos de tempo.− Permitir que haja mudanças nos requisitos, mesmo tardiamente ao desenvolvimento.− Pessoas de negócio e desenvolvedores devem poder trabalhar juntos por todo o projeto.− As equipes devem ser auto-organizáveis.Uma escolha que atende a lista de características é a metodologia
ARAD − Rapid and Agile Development, muito adequada para projetos que envolvem altos riscos técnicos, como novas tecnologias.
BEspiral, mas somente se o projeto for de pequeno porte, pois o uso da prototipagem aumenta os riscos de fracasso.
Cde Desenvolvimento Concorrente, embora tenha etapas sequenciais muito próximas do modelo em cascata.
DRUP − Rational Unisied Process, o framework ágil mais utilizado por ser o mais simples e de fácil adoção e adaptação.
EExtreme Programming (XP), que tem aderência à orientação a objetos como um paradigma de desenvolvimento e segue o princípio KIS – Keep it Simple.
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GabaritoE — Extreme Programming (XP), que tem aderência à orientação a objetos como um paradigma de desenvolvimento e segue o princípio KIS – Keep it Simple.
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Metodologia de desenvolvimento ágil – Extreme Programming (XP)
Gabarito: letra E. A metodologia Extreme Programming (XP) atende integralmente às características listadas, que são extraídas dos princípios do Manifesto Ágil: entrega contínua e adiantada, mudanças bem-vindas mesmo tardiamente, colaboração diária entre pessoas de negócio e desenvolvedores, e equipes auto-organizáveis.
A questão cobra o reconhecimento de que as características descritas pertencem ao movimento ágil, e a única alternativa que representa uma metodologia genuinamente ágil e que segue os princípios do manifesto é o XP.
Característica do Projeto/Cliente
RAD (Rapid Application Development)
Modelo Espiral
Desenvolvimento Concorrente
RUP (Rational Unified Process)
Extreme Programming (XP)
Entrega contínua e adiantada em períodos curtos
Parcial (iterativo, mas não prioriza ciclos curtos como ágil)
Não (foco em análise de riscos, não em entregas rápidas)
Não (sequencial, próximo ao cascata)
Parcial (iterativo, mas com fases pesadas)
Sim (ênfase em releases frequentes)
Aceita mudanças tardias nos requisitos
Parcial (permite iterações, mas não é princípio central)
Não (planejamento rígido baseado em riscos)
Não (mudanças tardias são custosas)
Não (processo pesado, mudanças são burocráticas)
Sim (mudanças são bem-vindas, princípio ágil)
Colaboração diária entre negócio e desenvolvedores
Parcial (pode ter, mas não é obrigatório)
Não (foco em revisões formais)
Não (equipes separadas por fase)
Parcial (pode ter, mas não é prioridade)
Sim (cliente presente no time, on-site customer)
Equipes auto-organizáveis
Não (geralmente gerenciado por cronograma)
Não (gerenciamento centralizado de riscos)
Não (hierarquia de fases)
Não (papéis e responsabilidades bem definidos)
Sim (equipe decide como realizar o trabalho)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A sigla RAD usualmente significa Rapid Application Development, não "Rapid and Agile Development". O RAD é uma abordagem iterativa, mas não é sinônimo de metodologia ágil, e sua descrição não se alinha aos princípios do manifesto. A afirmação de que é "muito adequada para projetos que envolvem altos riscos técnicos" não procede; métodos ágeis como XP lidam bem com riscos, mas não é uma definição do RAD.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O modelo Espiral é um processo iterativo orientado a riscos, mas não é uma metodologia ágil. A restrição "somente se o projeto for de pequeno porte" é falsa: o modelo espiral é indicado para projetos de médio e grande porte com riscos elevados. Além disso, o uso de prototipagem reduz riscos, não os aumenta. Portanto, não atende às características.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Desenvolvimento Concorrente não é uma metodologia de software reconhecida no contexto ágil; refere-se a uma abordagem de desenvolvimento simultâneo de atividades, muitas vezes próxima ao modelo em cascata. Não possui os atributos de entrega contínua, aceitação de mudanças tardias, colaboração diária ou auto-organização.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O RUP (Rational Unified Process) é um processo de software iterativo e incremental, mas não é ágil. Ele é considerado um processo pesado, com fases bem definidas (Concepção, Elaboração, Construção, Transição) e documentação extensa. A banca tenta confundir ao chamá-lo de "framework ágil", o que é incorreto. O RUP não segue os princípios do Manifesto Ágil.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Extreme Programming (XP) é uma metodologia ágil que incorpora todos os princípios mencionados:
Satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada de software: XP preza por iterações curtas (semanas) e entrega frequente de funcionalidades.
Mudanças nos requisitos são bem-vindas mesmo tardiamente: o planejamento é adaptativo, e o cliente pode alterar prioridades a qualquer momento.
Pessoas de negócio e desenvolvedores trabalham juntos: o cliente faz parte da equipe, participa do planejamento e dos testes de aceitação.
Equipes auto-organizáveis: a equipe XP decide como realizar o trabalho, sem gerência externa rígida.
Além disso, a descrição da alternativa menciona "aderência à orientação a objetos" e "princípio KIS – Keep it Simple", que são características do XP (simplicidade no design, refatoração, etc.).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar metodologias ágeis, lembre-se dos 12 princípios do Manifesto Ágil. As palavras-chave são: entrega contínua, mudanças bem-vindas, colaboração diária, equipes auto-organizáveis, simplicidade, comunicação face a face. O XP, o Scrum e o FDD são exemplos clássicos.