Teoria do Órgão (Teoria do Mandato) no Direito Administrativo
Gabarito: letra C. A teoria do órgão sustenta que a atuação dos agentes públicos é imputada diretamente à pessoa jurídica a que pertencem, independentemente da validade da investidura, o que se aplica à função de fato (agente de fato). As demais alternativas contêm erros conceituais.
A teoria do órgão, de origem alemã (Otto Gierke), é a que prevalece no Direito Administrativo brasileiro. Segundo ela, os órgãos são centros de competência e sua atuação é imputada ao Estado, não havendo necessidade de representação.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a estruturação dos órgãos se submete ao princípio da reserva legal. Embora a criação e extinção de órgãos exija lei (CF, art. 61, §1º, II, "e"), a estruturação interna (distribuição de competências, organização de unidades) pode ser feita por decreto ou ato infralegal. A afirmação é genérica e, portanto, incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Celso Antonio Bandeira de Mello não adota a teoria subjetiva (representação); ao contrário, ele é defensor da teoria do órgão (objetiva). A teoria subjetiva é aquela em que o agente representa o Estado como um mandatário, mas essa visão foi superada.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A teoria do órgão é a base para a validade dos atos praticados por agentes de fato (função de fato). Mesmo que o agente não detenha investidura legítima, se o ato é praticado no âmbito de um órgão, ele é imputado à pessoa jurídica, preservando-se a segurança jurídica de terceiros de boa-fé.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inverte os conceitos: desconcentração é a distribuição interna de competências, criando órgãos dentro da mesma pessoa jurídica; descentralização é a transferência de competências para outras pessoas jurídicas, criando novas entidades.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A teoria do órgão não se opõe ao princípio da imputação objetiva; pelo contrário, ela é o fundamento desse princípio: a atuação do agente é imputada diretamente ao Estado.
Gabarito: letra C – correta apenas a alternativa C.