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Questão de Direito Administrativo — Previsão constitucional e elementos da responsabilidade civil objetiva do Estado — FGV 2023

Direito AdministrativoPrevisão constitucional e elementos da responsabilidade civil objetiva do Estado
Código
fg071370
Banca
FGV
Órgão
TCE-ES
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Conselheiro Substituto
Nonato, morador do Município Ômega, é atingido por ônibus escolar do Estado Delta, que transportava crianças para colégios estaduais. No momento do acidente, as crianças estavam gritando e pulando no interior do veículo, que não foi abordado, no trajeto, por nenhum guarda municipal. Nonato vem a sofrer lesões por conta do acidente.Para pleitear indenização na via jurisdicional, Nonato deverá ajuizar ação:
  1. Acontra o Município Ômega, sendo o prazo prescricional de três anos;
  2. Bcontra o Estado Delta, sendo o prazo prescricional de cinco anos;
  3. Ccontra o motorista do ônibus, sendo o prazo prescricional de cinco anos;
  4. Dcontra os pais ou tutores das crianças, sendo o prazo prescricional de dez anos;
  5. Econtra o guarda municipal que estava no local, sendo o prazo prescricional de cinco anos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — contra o Estado Delta, sendo o prazo prescricional de cinco anos;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Responsabilidade civil do Estado: legitimidade passiva e prescrição

Gabarito: letra B. Nonato deve ajuizar ação contra o Estado Delta, proprietário do ônibus escolar, com prazo prescricional de cinco anos, conforme a responsabilidade civil objetiva do Estado (art. 37, §6º, CF) e a prescrição quinquenal contra a Fazenda Pública (Decreto 20.910/32, art. 1º). As demais alternativas confundem o ente responsável ou o prazo.

O ônibus escolar pertence ao Estado Delta e estava a serviço público de transporte de alunos. O Estado responde objetivamente pelos danos causados a terceiros por seus agentes, independentemente de culpa. O fato de crianças gritarem e pularem não exclui a responsabilidade estatal — pode configurar concausa, mas não rompe o nexo causal de forma exclusiva. A ausência de guarda municipal é irrelevante para a responsabilidade do Estado Delta.

Responsabilidade civil do Estado
  • 1Fundamento
    • Art. 37, §6º, CF
    • Objetiva (risco administrativo)
  • 2Legitimidade passiva
    • Pessoa jurídica de direito público
    • Ente prestador do serviço
    • Agente público (motorista)
    • Particular (pais/tutores)
  • 3Prescrição
    • Contra Fazenda Pública
      • 5 anos (Decreto 20.910/32)
    • Contra particular
      • 3 anos (CC, art. 206, §3º, V)
  • 4Nexo causal
    • Concausa (gritos/pulos)
    • Não rompe o nexo
    • Omissão de terceiro (guarda)
    • Irrelevante para o ente proprietário
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O Município Ômega não é o proprietário do veículo nem o prestador do serviço. O acidente foi causado por ônibus estadual. O prazo de três anos não se aplica contra a Fazenda Pública; o correto é cinco anos.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Estado Delta, titular do serviço público de transporte escolar, responde objetivamente. O prazo prescricional para ações indenizatórias contra a Fazenda Pública é de cinco anos (Decreto 20.910/32).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ação deve ser proposta contra a pessoa jurídica de direito público, não contra o agente individual. O motorista é agente público, mas a responsabilidade civil é do Estado. O prazo de cinco anos para o motorista não se aplica; a prescrição contra particular seria de três anos (CC, art. 206, §3º, V), mas aqui o sujeito passivo é o Estado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os pais ou tutores das crianças não têm responsabilidade pelo acidente, que decorre de atividade estatal. Não há fundamento para ação contra eles. O prazo de dez anos é inexistente no ordenamento para este caso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O guarda municipal não estava presente (o enunciado afirma que nenhum guarda abordou o ônibus). A eventual omissão do município não transfere a responsabilidade do Estado Delta. O prazo de cinco anos, embora correto, é aplicável ao ente errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato sobre o ente responsável (Município vs. Estado) e sobre o prazo prescricional (3 anos, prazo geral, vs. 5 anos, prazo contra a Fazenda). Lembre-se: a responsabilidade civil do Estado é objetiva (art. 37, §6º, CF) e a prescrição contra a Fazenda Pública é sempre quinquenal, salvo exceções específicas.

Gabarito: letra B.

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