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Questão de Direito Administrativo — Extinção dos atos administrativos — FGV 2024

Direito AdministrativoExtinção dos atos administrativos
Código
fg103934
Banca
FGV
Órgão
TJ-SC
Ano
2024
Nível
Superior
Ao realizar um levantamento acerca dos processos judiciais que têm por objeto a impugnação de atos administrativos do Poder Executivo, Daiane verificou que diversos atos discricionários são submetidos ao controle do Poder Judiciário, de modo que passou a aprofundar as peculiaridades acerca do tema, vindo a concluir corretamente que o Poder Judiciário:
  1. Anão pode anular atos discricionários que apresentem vício de ilegalidade;
  2. Bpode substituir a Administração Pública no exercício da discricionariedade;
  3. Cnão pode realizar controle sobre os atos administrativos discricionários, diante da conveniência e oportunidade que recaem sobre todos os seus elementos;
  4. Dpode invalidar ato discricionário com base na teoria dos motivos determinantes, bem como com fundamento em desvio de finalidade;
  5. Epode revogar atos discricionários do Poder Executivo, no típico exercício da atividade jurisdicional.
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GabaritoD — pode invalidar ato discricionário com base na teoria dos motivos determinantes, bem como com fundamento em desvio de finalidade;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle judicial dos atos administrativos discricionários

Gabarito: letra D. O Poder Judiciário pode invalidar ato discricionário quando houver vício de legalidade, inclusive com base na teoria dos motivos determinantes (se os motivos apontados forem falsos ou incompatíveis) e no desvio de finalidade (violação do fim legal). Esse controle é de legalidade, não de mérito – o Judiciário não pode substituir a Administração na apreciação de conveniência e oportunidade, mas deve anular atos ilegais.

A questão exige que se distingam os institutos da anulação (controle de legalidade, que pode ser feito pelo Judiciário) e da revogação (controle de mérito, privativo da Administração). Além disso, é preciso saber que a discricionariedade não afasta o controle judicial quanto à observância dos requisitos legais.

Controle Judicial sobre Atos Discricionários

Possibilidade de Controle

Fundamento

Limitação

Anulação por ilegalidade

Sim

Vício de legalidade (ex.: desvio de finalidade, motivo falso)

Não substitui o mérito administrativo

Controle com base na teoria dos motivos determinantes

Sim

Motivos apontados são falsos ou incompatíveis com o ato

Apenas verifica a legalidade dos motivos

Controle por desvio de finalidade

Sim

Violação do fim legal previsto para o ato

Não avalia conveniência e oportunidade

Revogação por mérito

Não

Conveniência e oportunidade

Privativo da Administração Pública

Substituição da discricionariedade

Não

Separação dos Poderes

Judiciário não pode impor sua valoração

Controle judicial do ato discricionário
  • 1Pode (legalidade)
    • Anular por ilegalidade
    • Teoria dos motivos determinantes
    • Desvio de finalidade
  • 2Não pode (mérito)
    • Substituir a Administração
    • Revogar
    • Reapreciar conveniência/oportunidade
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o Judiciário "não pode anular atos discricionários que apresentem vício de ilegalidade". Isso é falso: atos discricionários, quando ilegais (por exemplo, por desvio de finalidade ou por motivo falso), são passíveis de anulação pelo Judiciário. O controle de legalidade incide sobre qualquer ato administrativo, seja vinculado ou discricionário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o Judiciário "pode substituir a Administração Pública no exercício da discricionariedade". Isso é vedado pelo princípio da separação dos poderes. O Judiciário controla a legalidade, mas não pode impor sua própria valoração de conveniência e oportunidade – ou seja, não pode substituir o mérito administrativo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que o Judiciário "não pode realizar controle sobre os atos administrativos discricionários, diante da conveniência e oportunidade que recaem sobre todos os seus elementos". Erro: nem todos os elementos de um ato discricionário são insindicáveis. Os elementos vinculados (competência, finalidade, forma) e a legalidade do motivo e do objeto podem ser controlados. Apenas o mérito (conveniência e oportunidade) é imune ao controle judicial.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma corretamente que o Judiciário "pode invalidar ato discricionário com base na teoria dos motivos determinantes, bem como com fundamento em desvio de finalidade". A teoria dos motivos determinantes estabelece que, se a Administração aponta determinados motivos para praticar o ato, a validade do ato fica vinculada à veracidade e adequação desses motivos. Se forem falsos ou insuficientes, o Judiciário pode anular o ato. O desvio de finalidade é vício de legalidade (o agente pratica o ato com fim diverso do previsto em lei), também passível de anulação judicial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o Judiciário "pode revogar atos discricionários do Poder Executivo, no típico exercício da atividade jurisdicional". Revogação é ato discricionário da Administração, baseado em conveniência e oportunidade, e não pode ser praticado pelo Judiciário. O Judiciário apenas anula atos ilegais, não revoga atos válidos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta levar o candidato a acreditar que o Judiciário não pode controlar atos discricionários (alternativa C) ou que pode revogá-los (alternativa E). O erro comum é confundir controle de legalidade (possível) com controle de mérito (vedado). Lembre-se: o Judiciário examina a legalidade de qualquer ato, inclusive discricionário, mas não pode substituir a Administração na escolha discricionária.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões sobre controle de atos discricionários, foque no binômio: anulação = ilegalidade (Judiciário pode) vs. revogação = inconveniência/oportunidade (só Administração). E lembre-se de que a teoria dos motivos determinantes transforma o motivo discricionário em elemento vinculado quanto à verdade dos fatos.

MNEMÔNICO
CO.MO FI.O.FO (Como fiofó)
COCompetênciaMOMotivoFIFinalidadeOObjetoFOForma
Requisitos/elementos de validade dos atos administrativos

Gabarito: letra D.

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