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Questão de Engenharia de Software — Análise de Pontos de Função (APF) — FGV 2025

Engenharia de SoftwareAnálise de Pontos de Função (APF)
Código
fg169118
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Cargo
Ana

Durante um processo de contagem de pontos de função de uma aplicação, as telas do sistema foram utilizadas como subsídios.

 

As Figuras 1 e 2 apresentam as telas para cadastro de clientes.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

Figura 1

 

Imagem associada para resolução da questão

 

Figura 2

 

Com base na Análise de Pontos de Função, o cadastro apresentado nas Figuras 1 e 2 deve ser contado como:

  1. Auma Entrada Externa e um Arquivo Lógico Interno;
  2. Buma Entrada Externa e dois Arquivos Lógicos Internos;
  3. Cduas Entradas Externas e um Arquivo Lógico Interno;
  4. Dduas Entradas Externas e dois Arquivos Lógicos Internos;
  5. Euma Entrada Externa e três Arquivos Lógicos Internos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — uma Entrada Externa e um Arquivo Lógico Interno;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de Pontos de Função: contagem de telas de cadastro

Gabarito: letra A. O cadastro apresentado nas Figuras 1 e 2 deve ser contado como uma Entrada Externa (EE) e um Arquivo Lógico Interno (ALI), pois as duas telas representam um único processo elementar de manutenção de dados (cadastro de cliente) que atualiza um único grupo de dados lógicos mantido pela aplicação. A distinção central está em identificar que a Figura 2 é uma continuação da mesma transação (mesmo processo elementar), não uma nova função de transação, e que os dados manipulados formam um único ALI.

A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica de medição de tamanho funcional do software, sob o ponto de vista do usuário, independente da tecnologia. Ela classifica as funcionalidades em funções de dados (ALI e AIE) e funções de transação (EE, SE e CE). A regra fundamental para a contagem é identificar os processos elementares: uma unidade de trabalho que é atômica do ponto de vista do usuário, ou seja, que não pode ser decomposta em partes menores sem perder significado. No caso de um cadastro, a inclusão de um cliente é um único processo elementar, mesmo que a interface seja dividida em múltiplas telas (como uma tela de dados pessoais e outra de dados de contato). A divisão em telas é um detalhe de implementação, não uma divisão funcional. Portanto, as duas figuras representam uma única Entrada Externa, pois juntas realizam a manutenção (inclusão/atualização) de um único grupo de dados lógicos (o ALI).

A APF mede o tamanho funcional a partir da visão do usuário, e não da implementação. Isso significa que a contagem deve refletir as funcionalidades que o usuário reconhece, e não a quantidade de telas ou campos. No exemplo, o usuário quer cadastrar um cliente; ele preenche os dados pessoais (Figura 1) e os dados de contato (Figura 2), e ao final confirma a operação. Do ponto de vista funcional, isso é um processo elementar de entrada de dados, que mantém um arquivo lógico interno (o cadastro de clientes). Se as telas fossem independentes (por exemplo, uma tela para cadastrar cliente e outra para cadastrar endereço como entidade separada), aí sim teríamos duas EE e dois ALI. Mas aqui, a segunda tela é apenas uma continuação do mesmo cadastro.

A pegadinha da banca está em confundir a divisão visual em telas com a divisão funcional em processos elementares. O candidato desatento conta cada tela como uma EE e cada grupo de campos como um ALI, chegando a alternativas como C ou D. Mas a APF segue o princípio de que o processo elementar é a menor unidade de atividade que faz sentido para o usuário, e que o ALI é um grupo de dados logicamente relacionados, mantido pela aplicação. Aqui, os dados de cliente (pessoais e de contato) formam um único grupo lógico, e a operação de cadastro é uma única transação.

Para fixar: funções de transação (EE, SE, CE) representam o processamento; funções de dados (ALI, AIE) representam o armazenamento. A EE é uma transação que envia dados de fora para dentro da fronteira da aplicação, mantendo um ALI ou alterando o comportamento do sistema. O ALI é um grupo de dados logicamente relacionados, reconhecido pelo usuário, mantido por processos elementares da própria aplicação. No cadastro, a EE é a ação de incluir/alterar o cliente; o ALI é o arquivo de clientes que armazena esses dados.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre tela e processo elementar. Duas telas não significam duas EE; o que define é se elas fazem parte da mesma transação atômica. Aqui, a Figura 2 é continuação da Figura 1, então é uma única EE. Da mesma forma, os campos de cliente formam um único ALI, não dois. Fique atento: a divisão em abas ou etapas de um formulário não multiplica as funções.

1Funções de dados
ALI (arquivo lógico interno)
AIE (arquivo de interface externa)
2Funções de transação
EE (entrada externa)
SE (saída externa)
CE (consulta externa)
3Processo elementar
Menor unidade atômica para o usuário
Divisão em telas ≠ divisão funcional
Cadastro em 2 telas = 1 EE
Dados do cliente = 1 ALI
Análise de Pontos de Função
LEVELsoulevel.com.br
Análise de Pontos de Função: Funções de dados (ALI (arquivo lógico interno), AIE (arquivo de interface externa)); Funções de transação (EE (entrada externa), SE (saída externa), CE (consulta externa)); Processo elementar (Menor unidade atômica para o usuário, Divisão em telas ≠ divisão funcional, Cadastro em 2 telas = 1 EE, Dados do cliente = 1 ALI)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. As duas telas compõem um único processo elementar de cadastro (uma EE), que mantém um único grupo de dados lógicos (um ALI). A EE é a transação que envia dados do usuário para dentro da aplicação, atualizando o ALI. A Figura 2 não inicia uma nova transação; ela apenas dá continuidade ao preenchimento dos dados do mesmo cliente. Portanto, contam-se 1 EE e 1 ALI.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Errada ao afirmar que há dois ALIs. Os dados de cliente (pessoais e de contato) formam um único grupo de dados logicamente relacionados, reconhecido pelo usuário como "cadastro de cliente". A divisão em telas não cria um segundo arquivo lógico. Se a segunda tela representasse uma entidade distinta (ex.: endereço como entidade separada), aí sim teríamos dois ALIs, mas não é o caso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Errada ao afirmar que há duas Entradas Externas. As duas telas fazem parte do mesmo processo elementar de cadastro: o usuário preenche os dados pessoais e, em seguida, os dados de contato, mas a operação é uma única transação de inclusão/atualização. A divisão em telas é apenas uma questão de interface, não de funcionalidade. Portanto, conta-se uma EE, não duas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Errada por combinar os dois erros anteriores: afirma duas EE e dois ALIs. Como visto, há apenas uma EE (um único processo elementar) e um ALI (um único grupo de dados lógicos). A alternativa D seria correta se as telas representassem duas transações independentes e dois arquivos distintos, o que não ocorre.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Errada ao afirmar que há três ALIs. Não há base para contar três arquivos lógicos internos. Os dados de cliente formam um único ALI; não há evidência de outros grupos de dados mantidos pela aplicação. A alternativa E superestima a quantidade de funções de dados, provavelmente contando cada tela ou cada seção de campos como um ALI separado, o que contraria o conceito de grupo de dados logicamente relacionados.

Gabarito: letra A

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