Questão de Medicina — Pneumologia — UNIOESTE 2022
MedicinaPneumologia
- Código
- gp027691
- Banca
- UNIOESTE
- Órgão
- CONSAMU
- Ano
- 2022
- Cargo
- Médico
Paciente masculino, 61 anos, procurou o serviço de emergência referindo piora da dispneia basal nosúltimos 3 dias e agora com dispneia ao repouso. Nos últimos dias, vinha utilizando o spray broncodilatador8 a 10 vezes ao dia com alívio discreto dos sintomas. Nas últimas 2 horas, a falta de ar tornou-se insustentável,o que o fez procurar atendimento. Relatava ainda tosse produtiva com expectoração amarelo-esverdeada esibilância no mesmo período. Paciente etilista social e tabagista há 46 anos sem outras comorbidades, faziauso regular de formoterol 12mcg inalado de 12/12h, teofilina 300mg 12/12h e salbutamol spray quandonecessário. Estava em regular estado geral, corado, hidratado e afebril. Dispneia ao repouso com agitação. PA100x70mmHg, FR 32irpm com tiragem intercostal e saturação de 72% em ar ambiente. Sua ausculta pulmonar revelava murmúrios vesiculares diminuídos globalmente com roncos esparsos.Demais exame físico não tinha alteração. Solicitado uma gasometria arterial em ar ambiente, Rx de tórax, hemograma, função renal e eletrólitos.Iniciado oxigenioterapia com cateter nasal a 2L/min, prescrito salbutamol 8 gotas + ipratrópio 35 gts viainalatória, além de 60mg de metilprednisolona endovenosa. Após 1 hora da conduta inicial, o paciente persistia queixando-se de dispneia e agora apresentava-sesonolento, mas ainda responsivo e foi solicitado nova gasometria arterial. 1º Gasometria arterial (em ar ambiente): pH 7,22, PaO2 45mmHg, PaCO2 69mmHg, HCO3 29mEq/L, BE +4,5, SatO2 73%.2º Gasometria arterial (com CNO2 2L/min): pH 7,1, PaO2 91mmHg, PaCO2 87mmHg, HCO3 30mEq/L, BE+ 5,7, SatO2 96%. Qual seria uma justificativa para a piora clínica e das trocas gasosas exibida pelo paciente no momento dacoleta da segunda gasometria arterial?
- AOferta inadequada de oxigênio sob cateter nasal, que deveria ter sido realizada em máscara dereservatório com maiores fluxos.
- BHipoventilação alveolar secundária à sonolência do paciente.
- CSupressão do estímulo hipóxico com a oferta de oxigênio, levando à piora da acidose respiratória.
- DFadiga muscular do paciente que já apresentava indicação de ventilação mecânica desde o início doquadro.
- EProvável embolia pulmonar como fator etiológico da exacerbação do DPOC.