Questão de Fonoaudiologia — Saúde Coletiva — CPCON 2026
FonoaudiologiaSaúde Coletiva
- Código
- qg665148
- Banca
- CPCON
- Órgão
- Prefeitura de Condado - PB
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fonoaudiólogo
Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência de transtornos mentais comuns em mulheres acima de 60 anos no Brasil ultrapassa 20%, evidenciando a importância da atuação multiprofissional no cuidado a esse público.Esses dados refletem situações frequentemente observadas nos serviços de internação psiquiátrica e nos leitos de saúde mental em hospitais gerais, como no caso de Rosa, descrito a seguir:Rosa, 73 anos, foi internada em uma Enfermaria de Saúde Mental com queixa de “sensação estranha na boca” e fala monótona. Diagnosticada com Síndrome da Boca Ardente e quadro depressivo, apresentou alterações orofaciais e recusa alimentar. Durante o atendimento, a fonoaudióloga associou técnicas específicas às manifestações emocionais da paciente, compreendendo o sintoma para além do aspecto fisiológico.Com base nesse contexto e na atuação fonoaudiológica em Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:
- Aa intervenção fonoaudiológica em saúde mental se restringe à reabilitação das funções de fala e deglutição, uma vez que o acolhimento emocional é de competência exclusiva da equipe de Psicologia.
- Ba prática fonoaudiológica na saúde mental deve manter foco no domínio técnico-científico da profissão, evitando interferências subjetivas que possam comprometer a padronização da avaliação e o resultado terapêutico.
- Ca inserção do fonoaudiólogo nas equipes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) visa a garantir o encaminhamento dos casos que exigem reabilitação específica, mantendo a atuação restrita à esfera clínica individual.
- Da atuação do fonoaudiólogo em contextos de internação psiquiátrica demanda compreender o sintoma comunicativo como parte do processo psicossocial do paciente, e não apenas como uma disfunção do aparelho fonoarticulatório.
- Eo reconhecimento da subjetividade na prática clínica fonoaudiológica implica abandonar o uso de protocolos e técnicas padronizadas, priorizando apenas a escuta terapêutica e a espontaneidade do sujeito.