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Questão de Português — Sintaxe — FEPESE 2026

PortuguêsSintaxe
Código
qg678378
Banca
FEPESE
Órgão
Prefeitura de Concórdia - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor - Português

Texto 1

 

Leia o texto abaixo para responder à questão.

 

Caso de Vinicius Junior divide a Espanha e enfrenta ideia de que racismo é ‘injustificável, mas…’

 

Torcedores, jornalistas e políticos culpam comportamento “antidesportivo” do brasileiro

Ivan Finotti MADRI – Folha de S. Paulo – 23/05/2023

 

Imagem da questão


Os novos xingamentos racistas ao jogador brasileiro Vinicius Junior, neste domingo (21), em Valencia, e, principalmente, uma publicação que o jogador brasileiro fez depois no Twitter —dizendo que “hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas” — dividiram a Espanha nesta segunda-feira.

 

Quase todos os partidos políticos, além do premiê Pedro Sánchez, vieram a público para condenar os atos e dizer que a Espanha não é um país racista. A televisão alternou o dia todo a notícia de Vinicius Junior com outros acontecimentos no país. No Twitter, quatro dos dez assuntos mais citados se referiam ao jogo entre Real Madrid e Valencia.

 

A ministra da Igualdade, Irene Montero, por exemplo, disse que “gritos racistas contra #ViniciusJr não podem ser banalizados ou normalizados. Basta de racismo no esporte e na nossa sociedade. Se sofrer um ataque racista pode ligar 021”.

 

Se a maioria do país apoia Vinicius Junior e condena de modo incondicional o racismo a que ele foi submetido, restou a alguns, em geral torcedores do Valencia, tentar justificar o ódio com um “mas”.

 

Um tuíte do porta-voz do partido Esquerda Republicana da Catalunha resume o tom geral. Gabriel Rufián repetiu a frase “nada justifica o racismo” em frente às bandeiras de sete países: Brasil, Alemanha, França, Itália, Portugal, Argentina e Reino Unido. À frente da bandeira espanhola, porém, ele escreveu “nada justifica o racismo, mas também não se pode sair provocando por aí”.

 

Esse é um argumento que tem sido usado pelos detratores de Vinicius Junior. Borja Sanjuán Roca, porta-voz do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) de Valência, o mesmo de Pedro Sánchez, mas torcedor do Valencia, teceu um raciocínio:

 

“Jamais defenderei qualquer insulto racista que possa ser dirigido a qualquer jogador, mas não é o que acontece com o Vinicius. Esse jogador é uma vergonha para o futebol.” (…)

Analise o trecho abaixo, retirado do Texto 1.“A ministra da Igualdade, Irene Montero, por exemplo, disse que “gritos racistas contra #ViniciusJr não podem ser banalizados ou normalizados.”Assinale a alternativa correta sobre a pontuação no trecho.
  1. AA expressão “por exemplo” está entre vírgulas por ser adjunto adverbial deslocado.
  2. BDeveria haver uma vírgula obrigatória depois da conjunção “que”.
  3. CAs vírgulas que isolam o nome da ministra se justificam por serem aposto explicativo.
  4. DO nome da ministra não deveria estar entre vírgulas por ser sujeito da oração.
  5. EDeveria haver uma vírgula obrigatória antes do advérbio “não”.
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GabaritoC — As vírgulas que isolam o nome da ministra se justificam por serem aposto explicativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da pontuação no trecho sobre Irene Montero

Gabarito: letra C. As vírgulas que isolam "Irene Montero" justificam-se por serem aposto explicativo do termo anterior "A ministra da Igualdade". O aposto explicativo é separado por vírgulas por acrescentar uma informação acessória que explica ou especifica o sujeito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A expressão "por exemplo" está entre vírgulas, mas a justificativa de ser adjunto adverbial deslocado não é precisa. Na verdade, "por exemplo" é uma expressão explicativa (conforme regra de pontuação para expressões explicativas, retificativas e de situação). Embora possa ser considerada advérbio, o uso da vírgula se dá por ser uma intercalação explicativa, não por deslocamento de adjunto adverbial. A alternativa erra ao classificar o motivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não há vírgula obrigatória depois da conjunção integrante "que". A conjunção liga o verbo "disse" à oração subordinada substantiva objetiva direta. A norma padrão não exige vírgula nesse caso; ela quebraria a coesão sintática.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

No trecho, "Irene Montero" é um aposto explicativo do sujeito "A ministra da Igualdade". O aposto explicativo, por sua natureza, é isolado por vírgulas (ou travessões/parenteses) para indicar que se trata de uma informação suplementar, sem a qual a oração ainda faz sentido. A regência exata: os nomes em aposto explicativo vêm entre vírgulas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O nome "Irene Montero" não é o sujeito da oração; o sujeito é "A ministra da Igualdade" (núcleo: "ministra"). O nome exerce função de aposto, e como tal deve estar entre vírgulas. Afirmar que não deveria estar entre vírgulas por ser sujeito é uma contradição com a análise sintática correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há qualquer regra que exija vírgula antes do advérbio de negação "não" neste contexto. A vírgula seria inadequada e quebraria a fluidez da oração.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar aposto, veja se o termo entre vírgulas pode ser retirado sem prejuízo da estrutura básica da oração. Em "A ministra da Igualdade, Irene Montero, disse...", a retirada de "Irene Montero" ainda forma oração completa: "A ministra da Igualdade disse que...". Isso confirma o aposto explicativo.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra C

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