Questão de Noções de Informática — Segurança da Informação — FEPESE 2017
Noções de Informática›Segurança da Informação
Código
qq261534
Banca
FEPESE
Órgão
PC-SC
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Agente de Polícia Civil
No contexto de moedas virtuais, o Bitcoin mitiga o problema de gastar uma mesma moeda mais de uma vez (o problema de double-spending), empregando:
ABlockchain.
BCriptografia simétrica centralizada.
CCriptografia assimétrica centralizada.
DAutenticação do gasto e sua validação por um comitê central.
ERegistro em tempo real no livro contábil digital da entidade mantenedora do bitcoin.
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GabaritoA — Blockchain.
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Bitcoin e o problema do double-spending
Gabarito: letra A. O Bitcoin soluciona o problema de gastar a mesma moeda duas vezes (double-spending) por meio da tecnologia blockchain, um livro-razão público, distribuído e descentralizado que registra todas as transações de forma imutável. As demais alternativas apresentam mecanismos centralizados ou que não são o núcleo da solução.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A blockchain é a inovação central do Bitcoin. Cada transação é agrupada em blocos, que são encadeados criptograficamente e validados por consenso da rede (mineração). Esse registro distribuído impede que uma mesma moeda seja gasta em locais diferentes, pois todos os nós da rede verificam o histórico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A criptografia simétrica centralizada não é utilizada no Bitcoin para evitar double-spending. O Bitcoin emprega criptografia assimétrica (chave pública/privada) para assinar transações, mas de forma descentralizada — não há uma autoridade central. Além disso, a criptografia por si só não resolve o double-spending; é o consenso descentralizado da blockchain que impede a duplicidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora o Bitcoin utilize criptografia assimétrica (curvas elípticas) para assinar transações, a solução para o double-spending não é a criptografia em si, e sim a blockchain descentralizada. A alternativa menciona "centralizada", o que contraria o princípio do Bitcoin, que não possui um órgão central.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Bitcoin não depende de um comitê central para validar gastos. Pelo contrário, a validação é feita de forma distribuída pelos mineradores (nós da rede) por meio do consenso proof-of-work. A existência de um comitê central representaria uma autoridade única, vulnerável a falhas e censura, exatamente o que o Bitcoin evita.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não existe uma "entidade mantenedora do bitcoin". O Bitcoin é um sistema descentralizado, sem dono ou controlador. O livro contábil (blockchain) é mantido por milhares de nós independentes, não por uma entidade central. "Registro em tempo real" é uma característica, mas o diferencial é a descentralização do registro.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se: a palavra-chave do Bitcoin é descentralização. Sempre que uma alternativa mencionar qualquer tipo de autoridade central (comitê, entidade mantenedora, criptografia centralizada), ela estará incorreta. A blockchain é o mecanismo que garante a confiança sem intermediários.
MNEMÔNICO
CID
CConfidencialidade (dados acessíveis só a quem é autorizado)IIntegridade (dados exatos, consistentes e não alterados indevidamente)DDisponibilidade (informação/sistemas acessíveis quando necessário)