Questão de Português — Coesão e coerência — FEPESE 2017
- Código
- qq261552
- Banca
- FEPESE
- Órgão
- PC-SC
- Ano
- 2017
- Nível
- Superior
- Cargo
- Agente de Polícia Civil
- AV • V • V • F • F
- BV • F • F • F • V
- CF • V • F • V • V
- DF • F • V • V • V
- EF • F • F • V • F
GabaritoD — F • F • V • V • V
Gabarito: D (F • F • V • V • V)
As três frases fornecidas permitem analisar cada afirmativa com base nos recursos linguísticos empregados. A sequência correta é F, F, V, V, V, correspondente à alternativa D.
"– Este seu Guignard é falso ou verdadeiro? – perguntou-lhe o visitante."
A afirmativa diz que "seu" e "lhe" referem-se ao pintor do quadro. No entanto, o excerto não informa quem é o interlocutor; "seu" (possessivo de 2ª pessoa) e "lhe" (objeto indireto) podem referir-se ao proprietário, a um colecionador ou a outra pessoa. Atribuir referência exclusiva ao pintor é uma generalização indevida – extrapola-se informação que não está no texto. Portanto, a afirmativa é Falsa.
"Em 1 e 2, a partícula 'ou' tem valor inclusivo e exprime equivalência dos conceitos envolvidos na alternância."
Em ambas as frases, "ou" apresenta alternativas excludentes: "falso ou verdadeiro" (uma coisa ou outra) e "autêntico ou não". O valor é exclusivo (alternância que exclui a possibilidade de ambos simultaneamente), não inclusivo (que admitiria acumulação, como em "pode ser azul ou vermelho" – ambos?). A afirmativa troca o conceito. Falsa.
"Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não."
O primeiro "se" é pronome apassivador/índice de indeterminação? Na verdade, "nunca se sabe" – "se" é partícula apassivadora? Mas o foco é o segundo "se". Vamos ao trecho: "nunca se sabe se um quadro é autêntico". O segundo "se" introduz a oração "se um quadro é autêntico", que funciona como objeto direto do verbo "saber" (sabe o quê?). Trata-se de conjunção subordinativa integrante (equivale a "se") e a oração é subordinada substantiva objetiva direta. A afirmativa está correta. Verdadeira.
"Mas nunca se sabe se um quadro é autêntico ou não. Nunca."
A repetição isolada de "nunca" (em frase separada) reforça a negação, enfatizando a impossibilidade de saber. É um recurso de ênfase, comum na língua falada/escrita. Verdadeira.
"Até os retratos, não sabia? São feitos em grande parte na ausência dos retratados."
A expressão "não sabia?" está intercalada entre vírgulas, funcionando como comentário interrogativo dentro da estrutura declarativa principal. Ela não altera a informação central, apenas a interrompe para uma pergunta retórica. Verdadeira.
Sequência: V • V • V • F • F
1ª: V → deveria ser F (como visto acima).
2ª: V → deveria ser F.
Portanto, incorreta.
Sequência: V • F • F • F • V
1ª: V → F.
3ª: F → V.
4ª: F → V.
Logo, incorreta.
Sequência: F • V • F • V • V
2ª: V → F.
3ª: F → V.
Incorreta.
Sequência: F • F • V • V • V → Coincide exatamente com a análise: falsas as duas primeiras, verdadeiras as três últimas. Correta.
Sequência: F • F • F • V • F
3ª: F → V.
5ª: F → V.
Incorreta.
A banca explora a confusão entre valor exclusivo e inclusivo do "ou" (falta de atenção ao contexto) e a tendência de assumir que "seu"/"lhe" referem-se ao pintor sem evidência textual (extrapolação).
Leia cada afirmativa com lupa: pergunte-se "o texto autoriza isso?" Evite associar automaticamente pronomes possessivos/oblíquos a um sujeito não explícito. Para o "ou", teste: posso ter os dois ao mesmo tempo? Se não, é exclusivo.
Conclusão: A única sequência plenamente sustentada pelos excertos é a da alternativa D. Memorize: o "se" integrante introduz oração com verbo no subjuntivo/indicativo e completa o sentido do verbo anterior; a repetição de "nunca" é ênfase; e "ou" em alternativas excludentes é exclusivo.
Gabarito: letra D
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