Análise das alternativas sobre o texto "Guignard na parede"
Gabarito: letra E. A única alternativa correta é a E, pois a reescrita da frase preserva o sentido original e está de acordo com a norma culta. As demais alternativas apresentam incorreções de interpretação ou gramática.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A partícula "só" não pode ser substituída por "apenas" nas duas ocorrências sem prejuízo de significado. No trecho "só que existem por aí uns cinquenta quadros falsos", a expressão "só que" funciona como locução conjuntiva adversativa (equivalente a "mas"), e não como advérbio de exclusão. Já em "Só isso", a substituição por "Apenas isso" é possível. Como a substituição não funciona em ambos os casos, a alternativa está errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
As formas verbais destacadas não estão ambas no modo imperativo. "Não diga" é imperativo negativo, sim. Porém, "Vá" (em "que o senhor vá para o inferno") está no presente do subjuntivo, pois integra uma oração subordinada substantiva objetiva direta introduzida por "que" (o verbo "quero" exige subjuntivo na oração subordinada).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A expressão "para mim" não exerce função de objeto indireto. Objeto indireto é o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto, regido por preposição e integrante da predicação verbal. No contexto, "para mim" é um adjunto adverbial de opinião ou perspectiva, indicando a visão do falante, e não um complemento verbal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não faz uma crítica explícita ao modo brasileiro de fazer negócios. A narrativa central é sobre a dúvida quanto à autenticidade de uma pintura e a estratégia do visitante para desvalorizá-la. Não há evidência textual de que o autor esteja criticando práticas comerciais brasileiras; essa interpretação extrapola o conteúdo do texto.
Alternativa E — ✅ Correta
A frase original é: "Mesmo que se tenha visto o pintor trabalhando nele?" A reescrita "Mesmo que o pintor tenha sido visto trabalhando nele?" mantém o sentido de condição concessiva e transforma a construção com o pronome apassivador "se" (voz passiva sintética) em voz passiva analítica. Ambas as formas são equivalentes semântica e gramaticalmente, e a reescrita segue a norma culta.
Gabarito: letra E