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Questão de Direito Processual Penal — Das Provas — FEPESE 2017

Direito Processual PenalDas Provas
Código
qq261595
Banca
FEPESE
Órgão
PC-SC
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Agente de Polícia Civil
De acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar sobre as provas.
  1. AIncumbe ao réu provar que as alegações da acusação não são procedentes.
  2. BO juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial.
  3. CO magistrado, ao fundamentar a sua decisão, deverá utilizar, exclusivamente, os elementos informativos colhidos na investigação policial.
  4. DAs provas produzidas em contraditório judicial possuem a mesma força probatória daquelas produzidas de forma unilateral durante a fase investigatória.
  5. EAs provas ilícitas produzidas durante o contraditório judicial poderão servir para formar a convicção do magistrado.
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GabaritoB — O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Provas no Processo Penal

Gabarito: letra B. De acordo com o art. 155 do Código de Processo Penal, o juiz forma sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. A alternativa B reproduz exatamente o início do caput. As demais alternativas contrariam dispositivos legais.

Art. 155CPP

Art. 155 — "O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas."

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que incumbe ao réu provar que as alegações da acusação não são procedentes. No processo penal, o ônus da prova é de quem alega (art. 156 do CPP): a acusação deve provar a culpabilidade; ao réu não se impõe provar sua inocência. A alternativa inverte o ônus.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz fielmente a primeira parte do art. 155 do CPP, que consagra o princípio da livre apreciação da prova submetida ao contraditório judicial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o magistrado deve utilizar exclusivamente os elementos informativos da investigação. O art. 155, ao contrário, proíbe que a decisão se fundamente exclusivamente nesses elementos (salvo provas cautelares, não repetíveis e antecipadas). Logo, C é falsa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Atribui a mesma força probatória às provas produzidas em contraditório e às produzidas unilateralmente na investigação. A lei distingue: os elementos informativos do inquérito não têm o mesmo valor que a prova judicial contraditória, tanto que não podem servir de fundamento exclusivo (art. 155). D, portanto, está errada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que provas ilícitas produzidas em contraditório poderão servir para formar a convicção do juiz. O art. 157 do CPP dispõe que são inadmissíveis as provas ilícitas, devendo ser desentranhadas do processo. Logo, jamais podem fundamentar a decisão. E é incorreta.

PEGA ESSA DICA!

Ilícitas (8 letras) = Material (8 letras); Ilegítimas (10 letras) = Processual (10 letras)

Macete por contagem de letras para diferenciar provas ilegais: prova ILÍCITA (8 letras) é a obtida com violação a norma de Direito MATERIAL (8 letras); prova ILEGÍTIMA (10 letras) é a que viola norma de Direito PROCESSUAL (10 letras).

— Provas ilícitas x provas ilegítimas (prova ilegal)

Gabarito: letra B.

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