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Questão de Direito Processual Penal — Ação penal de iniciativa pública: definição, princípios e espécies — FEPESE 2017

Direito Processual PenalAção penal de iniciativa pública: definição, princípios e espécies
Código
qq261600
Banca
FEPESE
Órgão
PC-SC
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Agente de Polícia Civil
É correto afirmar sobre a ação penal.
  1. AO Ministério Público poderá desistir a qualquer tempo da ação penal privada.
  2. BA desistência na ação penal pública incondicionada depende do consentimento do ofendido.
  3. CEm se tratando de ação penal pública incondicionada, dela não poderá o Ministério Público desistir.
  4. DA autoridade policial poderá, a qualquer tempo, requisitar a desistência da ação penal pública.
  5. EApós manifestação prévia do Ministério Público, poderá o réu desistir da ação penal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Em se tratando de ação penal pública incondicionada, dela não poderá o Ministério Público desistir.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ação penal pública incondicionada: indisponibilidade

Gabarito: letra C. O Ministério Público não pode desistir de ação penal pública, seja condicionada ou incondicionada, por força do art. 42 do Código de Processo Penal e do princípio da indisponibilidade da ação penal pública. A única alternativa correta é a que afirma essa vedação.

Art. 42CPP

Art. 42 — "O Ministério Público não poderá desistir da ação penal"

A banca testa o conhecimento sobre a indisponibilidade da ação penal pública e a confusão com a ação penal privada, que é disponível. A questão é simples, mas exige atenção aos sujeitos e às espécies de ação.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o MP pode desistir da ação penal privada. Na verdade, a ação penal privada é de iniciativa do ofendido (que oferece queixa); o Ministério Público não é parte e não pode desistir. Além disso, a ação privada admite renúncia e perdão pelo ofendido, mas não desistência pelo MP. Erro: confunde titularidade da ação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que a desistência na ação penal pública incondicionada depende do consentimento do ofendido. Isso é falso porque o MP não pode desistir em absoluto (art. 42 CPP), e o ofendido não tem poder de consentir – a ação é indisponível. Erro: atribui ao ofendido um poder que ele não possui.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Em se tratando de ação penal pública incondicionada, dela não poderá o Ministério Público desistir." Perfeita. O art. 42 do CPP veda a desistência, e isso se aplica a toda ação penal pública, inclusive a incondicionada. A alternativa reproduz o princípio da indisponibilidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a autoridade policial pode requisitar a desistência da ação penal pública. A autoridade policial não tem essa atribuição; ela preside o inquérito, mas a ação penal é de titularidade exclusiva do MP, e a desistência é vedada. Erro: atribui competência inexistente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o réu pode desistir da ação penal após manifestação do MP. O réu é parte passiva; não pode desistir de uma ação movida contra ele. A ação penal é irretratável para o acusado. Erro: inversão de papéis processuais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre ação penal pública e privada. Na alternativa A, o candidato pode pensar que o MP desiste da ação privada (quem desiste é o ofendido). Na B, o ofendido não tem poder de consentir na desistência – o MP é que não pode desistir. Memorize: o art. 42 CPP é taxativo: "não poderá desistir".

Gabarito: letra C.

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