Questão de Direito Administrativo — Organização da Administração Pública — FUMARC 2021
- Código
- qq640397
- Banca
- FUMARC
- Órgão
- PC-MG
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Delegado de Polícia Substituto
- AF, V, F, V.
- BV, F, V, F.
- CV, V, F, V.
- DV, V, V, F.
GabaritoD — V, V, V, F.
Gabarito: letra D – a sequência correta é V, V, V, F. As três primeiras afirmativas são verdadeiras; a quarta é falsa, pois a extinção das empresas estatais, embora dependa de lei, não é corretamente descrita como "autorizada por lei específica" com base no princípio da simetria (o correto é o paralelismo das formas).
O conteúdo de apoio destaca que as empresas públicas e sociedades de economia mista são entidades da Administração Indireta, com personalidade jurídica de direito privado, criadas por lei autorizativa (art. 37, XIX, CF). Elas podem tanto explorar atividade econômica quanto prestar serviços públicos. Seus bens, em regra, são penhoráveis, salvo quando afetados a serviço público. O regime jurídico é híbrido, sujeitando-se a normas de direito público e privado.
As empresas estatais podem ter por objeto a exploração de atividade econômica em sentido estrito (art. 173, CF) ou a prestação de serviços públicos. A doutrina é pacífica nesse sentido. A afirmação está correta.
Os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista, por serem pessoas jurídicas de direito privado, são penhoráveis em regra. A exceção são os bens afetados diretamente a serviço público, mas a afirmação não a menciona, logo está correta ao afirmar a suscetibilidade de penhora. A jurisprudência do STJ (Súmula 558) consolida esse entendimento: "Os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista são penhoráveis, salvo quando afetados a serviço público."
Essas entidades sempre têm personalidade de direito privado, independentemente do objeto. Sujeitam-se a um regime híbrido: normas de direito privado (contratos, responsabilidade civil) e de direito público (licitação, concurso, controle). A afirmação reflete corretamente essa natureza.
A criação depende de lei específica autorizativa (art. 37, XIX, CF). A extinção, pelo princípio do paralelismo das formas, também depende de lei, mas não se diz que a lei "autoriza" a extinção; a própria lei extingue. Além disso, o princípio invocado ("simetria") não é o adequado; o correto é o paralelismo das formas. Portanto, a redação da afirmativa é imprecisa, tornando-a falsa.
A banca utiliza os termos "princípio da simetria" e "lei que autorize" para a extinção. O candidato pode lembrar que a criação exige lei autorizativa e pensar que a extinção segue a mesma lógica, mas a extinção é feita por lei que determina a dissolução, não uma mera autorização. Além disso, o princípio correto é o paralelismo das formas, não a simetria. Fique atento a essas nuances terminológicas.
Conclusão: As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras; a 4 é falsa. A sequência V-V-V-F corresponde à alternativa D.
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